A organizadora dos saltos de rope jump que terminaram com a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (21), afirmou em depoimento à Polícia Civil de São Paulo que não participava da operação dos saltos por medo e que não possuía qualquer qualificação técnica para atuar na atividade.
A organizadora dos saltos de rope jump que terminaram com a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (21), afirmou em depoimento à Polícia Civil de São Paulo que não participava da operação dos saltos por medo e que não possuía qualquer qualificação técnica para atuar na atividade.

Rope Jump e Maria Eduarda (Reprodução/Redes Sociais)
Presa temporariamente desde o sábado (20), Evelyne dos Santos Gonçalves disse que sua função na empresa “Entre Cordas” era limitada ao atendimento dos participantes, cadastro, organização da fila de espera e administração das redes sociais. Segundo ela, toda a parte operacional ficava sob responsabilidade de outras pessoas.
Apesar das declarações à polícia, a mulher aparece em vídeos participando das práticas de salto promovidas pela empresa em Limeira, São Paulo.
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Organizadora afirma que não tinha função técnica
Durante o interrogatório conduzido pela delegada Andréa Levy, Evelyne contou que praticava rope jump havia cerca de um ano e meio, mas evitava participar da montagem e da execução dos saltos.
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“Eu não faço parte de nada operacional. Eu sempre falo, inclusive nas redes sociais, que eu tenho muito medo. Eu não tenho nenhuma qualificação para te dar respostas técnicas”, declarou à polícia.
A investigação apura se, mesmo sem atuar diretamente na operação, ela tinha responsabilidade pela organização e pelas condições de segurança do evento.
Prisões foram ampliadas após tragédia
Além de Evelyne, também foram presos temporariamente João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. A Polícia Civil solicitou à Justiça a prorrogação das prisões de cinco para 30 dias, prazo considerado necessário para concluir o inquérito.
No dia do acidente, outras três pessoas foram autuadas em flagrante: Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves. Após audiência de custódia, as prisões em flagrante foram convertidas em preventivas. Os investigadores buscam definir a participação de cada um na organização e na execução da atividade.
Jovem caiu de cerca de 30 metros
Maria Eduarda morreu em 13 de junho durante um salto realizado na chamada Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista. Segundo a investigação, a jovem foi lançada da plataforma sem estar conectada às cordas de segurança. Ela sofreu uma queda de aproximadamente 30 metros e morreu em decorrência de politraumatismo. O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de um vídeo que mostra o momento em que Maria Eduarda é erguida e arremessada da ponte.
Polícia procura câmera usada pela vítima
Moradora de Jandira, na Grande São Paulo, Maria Eduarda trabalhava em uma academia e compartilhava nas redes sociais sua rotina ligada ao esporte. Ela era formada em educação física e gestão esportiva. Pouco antes do salto, publicou uma foto da ponte acompanhada da legenda: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.
A jovem utilizava uma câmera GoPro durante a atividade, mas o equipamento não foi localizado após o acidente. A Polícia Civil considera a câmera uma peça importante para esclarecer exatamente como ocorreu a falha que provocou a morte.
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