Apontado pela Polícia Civil como o homem que teria retirado a câmera GoPro usada por Maria Eduarda Rodrigues de Freitas após o acidente fatal na Ponte do Esqueleto, João Antonio Pires divulgou uma carta escrita de próprio punho. No documento, ele nega qualquer tentativa de ocultar o equipamento, afirma que permaneceu no local prestando socorro e pede ajuda para localizar a câmera, que considera fundamental para esclarecer o que aconteceu no momento da tragédia.

 Foto: Reprodução.
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O caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), ganha um novo capítulo.

João Antonio Pires, apontado por investigadores como o homem que teria retirado a câmera GoPro utilizada pela jovem após o acidente, escreveu de próprio punho uma carta aberta à imprensa apresentando sua versão dos fatos. A carta foi divulgada pelos advogados de defesa Vitor Aurélio e Ana Flavia de Almeida Foguel.

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No documento, escrito de próprio punho, João afirma que trabalhava apenas como prestador de serviços para a empresa Entre Cordas e que sua função era auxiliar na parte inferior da ponte durante o evento.

Segundo ele, no momento da queda estava de costas e só percebeu que algo grave havia ocorrido ao ouvir o nome de Maria Eduarda sendo gritado por outras pessoas presentes no local.

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Relato sobre os momentos após a queda

Na carta, João afirma que foi uma das primeiras pessoas a se aproximar da vítima após o acidente. Ele relata ter verificado sinais vitais e acionado ajuda por rádio.

“Eu coloquei a mão no pescoço e vi que tinha batimento cardíaco e respiração”, escreveu.

De acordo com o relato, ele pediu que integrantes da equipe descessem rapidamente até o local e solicitou a presença de Luis Felipe Feliciano Egoroff, apontado como bombeiro civil, para auxiliar nos procedimentos de emergência.

João também afirmou que permaneceu na área durante o atendimento prestado à jovem e ajudou a organizar a chegada dos socorristas.

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Carta escrita de próprio punho foi divulgada pelos advogados de defesa Vitor Aurélio e Ana Flavia de Almeida Foguel

Pedido para localizar a GoPro

Um dos principais pontos da carta envolve o desaparecimento da câmera GoPro que Maria Eduarda utilizava para registrar a experiência.

O equipamento se tornou uma das peças centrais da investigação, já que poderia conter imagens dos instantes que antecederam a queda de aproximadamente 30 metros.

Na declaração, João negou qualquer intenção de ocultar o aparelho e fez um apelo público para que a câmera seja encontrada.

“Eu venho pedir a ajuda da mídia para investigar as imagens dessa câmera, pois essa câmera vai esclarecer o que houve”, escreveu.

Ele também pediu que pessoas presentes no evento compartilhem gravações feitas no dia da tragédia.

Acusações e novas citações

Na carta, João cita nomes de integrantes da equipe que, segundo ele, poderiam ajudar a esclarecer o paradeiro da GoPro. O homem afirma acreditar que outras pessoas podem ter tido acesso ao equipamento após o acidente.

Além disso, ele levantou a hipótese de que a câmera possa ter sido guardada em mochilas ou veículos utilizados pelos participantes da operação naquele dia.

“Por favor, ajudem a achar essa câmera”, pediu.

Caso segue sob investigação

Maria Eduarda morreu no dia 13 de junho após ser lançada durante um salto de rope jump sem estar conectada à corda de segurança, segundo apontam as investigações.

Leia também: Caso rope jump: Investigação mira 8 envolvidos na morte de Maria Eduarda

A Polícia Civil apura a responsabilidade dos organizadores e demais envolvidos na atividade. Além dos instrutores presos, outros integrantes do grupo Entre Cordas passaram a ser investigados.

A GoPro utilizada pela jovem continua sendo considerada um elemento importante para a reconstituição dos fatos. Até o momento, o equipamento não foi localizado pelas autoridades.

Enquanto a investigação avança, a família de Maria Eduarda segue cobrando esclarecimentos e responsabilização dos envolvidos pela morte da jovem, que sonhava em se casar e construir uma família. A expectativa é que os próximos depoimentos e perícias ajudem a esclarecer definitivamente o que ocorreu na Ponte do Esqueleto.

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