Um pai de 36 anos foi preso após revelar a uma plataforma de inteligência artificial um suposto plano para matar o próprio filho e, assim, evitar o pagamento de pensão alimentícia à ex-companheira. O caso aconteceu na zona rural de São Gabriel da Palha, no Noroeste do Espírito Santo, no último dia 19.

Delegacia de Polícia de São Gabriel da Palha, no Espírito Santo (Foto: Reprodução/PCES)
Delegacia de Polícia de São Gabriel da Palha, no Espírito Santo (Foto: Reprodução/PCES)

Um pai de 36 anos foi preso após revelar a uma plataforma de inteligência artificial um suposto plano para matar o próprio filho. O caso aconteceu na zona rural de São Gabriel da Palha, no Noroeste do Espírito Santo, no último dia 19.

Influenciador surpreende fãs e revela viver relacionamentos com perfis criados no ChatGPT (Foto: Reprodução)

Influenciador surpreende fãs e revela viver relacionamentos com perfis criados no ChatGPT (Foto: Reprodução)

Segundo informações do g1, a investigação teve início após a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, compartilhar informações que chegaram ao FBI (Federal Bureau of Investigation), nos Estados Unidos. A agência norte-americana comunicou as autoridades brasileiras, que passaram a acompanhar o caso.

Suspeito teria detalhado plano nas conversas

De acordo com o delegado-adjunto da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Ícaro Olímpio, o homem foi preso um dia antes de, supostamente, colocar o plano em prática. O crime seria executado para evitar o pagamento de pensão alimentícia à ex-companheira

“Ele enviava mensagens para a inteligência artificial e, nessas mensagens, abrindo o seu coração, dizia que estava contratando um pistoleiro para matar o próprio filho, um filho com quem ele não tinha contato, fruto de um relacionamento anterior”, afirmou o delegado.

Ainda segundo a investigação, o suspeito relatou em uma das conversas que estaria na posse de uma arma de fogo, uma corda e cianeto, substância altamente tóxica.

Homem também teria mencionado ataques em massa

As investigações apontam ainda que o suspeito manifestou intenção de realizar ataques contra escolas, igrejas e autoridades públicas, afirmando que pretendia fazer o maior número possível de vítimas.

A identidade do investigado não foi divulgada pelas autoridades.

Investigação continua

O homem foi preso e autuado. A Polícia Civil representou pela prisão com base nas ameaças, na tentativa de homicídio e na incitação ao crime.

Segundo o delegado responsável pelo caso, o suspeito ainda não foi formalmente indiciado, uma vez que as investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias dos fatos.

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