Um funcionário da empresa “Entre Cordas” revelou detalhes de um acidente ocorrido antes da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (21), durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. Segundo o relato, uma criança caiu após utilizar uma corda que não teria passado pelo procedimento de conferência de segurança.
Um funcionário da empresa “Entre Cordas” revelou detalhes de um acidente ocorrido antes da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (21), durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. Segundo o relato, uma criança caiu após utilizar uma corda que não teria passado pelo procedimento de conferência de segurança.

As declarações foram feitas em entrevista ao Canal do Paulo Mathias e podem reforçar as investigações sobre os protocolos adotados pela empresa antes da tragédia registrada em 13 de junho.
Segundo o funcionário, o acidente aconteceu após o encerramento do atendimento aos clientes, quando a proprietária da empresa, Evelyne dos Santos Gonçalves, gravava um vídeo para divulgação nas redes sociais.
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“No dia do acidente com ele, a gente já tinha finalizado todos os clientes. Então a Eveline estava fazendo um marketing da empresa, estava gravando um vídeo com ele para fazer o marketing”, afirmou.
De acordo com o relato, um cliente havia realizado um salto pouco antes, mas a corda utilizada permaneceu no chão sem passar pelo procedimento conhecido como “debrê”, responsável pela conferência do equipamento antes de um novo uso.
“A corda estava lá embaixo, não foi feito o debrê. Subiram aquela corda sem conferir e colocaram a corda no peitoral dele”, relatou.
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O funcionário explicou que o sistema utiliza duas amarrações justamente para evitar acidentes caso uma delas apresente falha.
“Essa corda tem dois feixos. Você faz duas amarrações nela, porque se uma der errado, tem a outra de segurança”, disse.
Ainda segundo ele, após a corda permanecer no chão, um adolescente manifestou interesse em saltar e a equipe decidiu aproveitar o momento para gravar um vídeo promocional.
“Foi quando o menor de idade falou: ‘Ah, eu vou saltar’. Então a Eveline falou: ‘Vamos fazer um vídeo pra gente divulgar nas redes sociais’. Foi quando ele saltou, e ele foi diretamente pro chão”, declarou.
Ex-funcionária afirma que deixou empresa após acidente
As declarações do funcionário são reforçadas pelo relato de uma ex-funcionária da “Entre Cordas”, que afirmou ter pedido demissão após presenciar o acidente com a criança. Segundo ela, o episódio foi decisivo para abandonar a equipe por causa das falhas de segurança.
“Eu decidi sair depois que vi uma criança sofrer um acidente porque a corda estava mal amarrada”, afirmou no áudio divulgado pelo Portal Paulo Mathias.
A ex-funcionária contou que o menino sofreu escoriações e disse que aquele não era um problema isolado, mas uma situação que já vinha sendo observada nas operações da empresa. Ela também afirmou que outro motivo para deixar o trabalho foi a prioridade dada pela organização à divulgação nas redes sociais.
“Eles davam mais importância à repercussão nas redes sociais do que às medidas de segurança durante os eventos”, declarou.
As novas informações surgem enquanto a Polícia Civil continua investigando a morte de Maria Eduarda, que caiu de aproximadamente 40 metros após ser lançada da Ponte do Esqueleto sem estar conectada ao sistema de segurança responsável por sustentar o praticante durante o salto. Os relatos poderão ser analisados pelas autoridades para verificar se já existiam falhas conhecidas nos procedimentos da empresa antes da tragédia que matou a jovem.
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