Em depoimento à Polícia Civil, Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como líder do grupo de rope jump responsável pela morte de Maria Eduarda em Limeira (SP), afirmou que sua única função era viralizar vídeos nas redes sociais e que não possuía qualificação técnica. Evelyne, que foi detida temporariamente após investigações apontarem sua liderança no negócio, classificou a queda da jovem de 21 anos como uma “fatalidade” e negou que a equipe tenha tentado fugir.
Uma das seis pessoas que seguem presas pela morte de Maria Eduarda, de 21 anos, fez revelações chocantes em depoimento à Polícia Civil. A jovem morreu após ser arremessada sem cordas durante um salto de rope jump de uma altura de 40 metros da Ponte do Esqueleto, que fica em Limeira, no interior de São Paulo, no último dia 13.
Apontada como dona do grupo que realizava os eventos de saltos de rope jump, Evelyne dos Santos Gonçalves afirmou que não atuava na parte operacional e técnica durante os eventos.

Evelyne está presa (Foto: Reprodução)
Foco em viralizar nas redes
Porém, durante seu depoimento, fez uma revelação chocante, afirmando que sua meta no grupo era apenas viralizar os conteúdos. Segundo ela, o grupo teria sido criado há menos de um ano, em outubro do ano passado. O depoimento foi dado no mesmo dia da morte da jovem, quando o grupo foi levado à delegacia.
“Eu não faço parte de nada do operacional, eu sempre falo, inclusive nas minhas redes sociais, que eu tenho muito medo. Eu não tenho nenhuma qualificação para te dar respostas técnicas. A minha única função é editar os vídeos, postar na rede social e viralizar”, disse.
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Evelyne está presa temporariamente desde o último fim de semana. No dia da morte trágica, ela foi ouvida e liberada pela polícia. Isso porque, em seu depoimento, ela afirmou que estava longe da área de salto e apenas atuava como recepcionista do evento. Com o avanço das investigações, foi descoberto que ela era a líder do grupo.
“Não dava para enxergar, não é próximo. Eu estava na primeira tenda, se eu for te falar de metros, seria uns 20m”, disse.
Além dela, os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, que foram flagrados nos vídeos como os responsáveis por arremessar a jovem da ponte sem os itens de segurança, estão presos. Um terceiro funcionário, identificado como Gabriel Barros Martins, também foi detido após não ter comparecido para depor sobre o caso. Há ainda outro membro da equipe preso.
“Quero acrescentar que a forma como eu enxergo, com toda confiança e toda a expertise que eles têm, de tantos anos nesse esporte, em várias equipes que eles já passaram, é que realmente é uma fatalidade. Não consigo entender o que aconteceu, ninguém consegue”, completou.
Alegação sobre suposta fuga do local
Por fim, Evelyne afirmou que em nenhum momento após a tragédia o grupo tentou fugir do local, apesar de isso ter sido relatado no boletim de ocorrência do caso.
“A gente não fugiu, a gente está aqui esperando para ser julgado, pra eu fazer o que for. Independentemente do que aconteceu, do que fizerem com a gente, a gente vai assumir, a gente vai ficar aqui”, disse Evelyne.
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