O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, voltou a lutar pela vida após ser baleado na cabeça durante um atentado ocorrido no último sábado (27), em São Caetano do Sul.

Foto: Reprodução / Redes Sociais.
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O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, voltou a lutar pela vida após ser baleado na cabeça durante um atentado ocorrido no último sábado (27), em São Caetano do Sul.

O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no último sábado (27). — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no último sábado (27). — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O episódio chamou a atenção porque não foi a primeira vez que o policial esteve próximo da morte. Em julho de 2025, Ronickson sofreu um grave acidente de carro no interior de São Paulo e escapou sem ferimentos graves.

A situação foi compartilhada na época por sua esposa, Cíntia Pimentel, que publicou um desabafo nas redes sociais relatando o alívio por ver o marido sobreviver ao acidente.

“Eu estava angustiada esses últimos dias, chorando o tempo todo. Confesso que achei que algo aconteceria comigo. Estava sentindo uma despedida. Eu ia perder você, mas Deus sabia que eu não sobreviveria sem você.”

Na publicação, ela afirmou que o carro ficou destruído, mas destacou que o mais importante foi o fato de o marido ter saído ileso.

“Dói ver o nosso carro assim, mas saber que você saiu ileso me faz esquecer de qualquer outra coisa. Todo problema fica invisível quando penso que você vai voltar para mim bem.”

Antes de atentado, tenente Pimentel sobreviveu a grave acidente de carro (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Atentado ocorreu em São Caetano do Sul

No último sábado (27), Ronickson Pimentel foi alvo de uma emboscada enquanto aguardava a abertura de um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul.

Segundo a investigação, um homem desceu de um carro, subiu na garupa de uma motocicleta e efetuou diversos disparos contra o policial militar.

O caso é investigado pela Polícia Civil como tentativa de homicídio.

Polícia aponta atentado planejado

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, confirmou que a Polícia Civil já identificou o homem apontado como autor dos disparos.

As investigações indicam que o atentado foi cuidadosamente planejado e contou com uma estrutura de apoio formada por diversos veículos.

Além da motocicleta utilizada pelo atirador, a polícia identificou a participação de um Renault Logan branco, responsável por transportar o suspeito, além de um Astra e um Palio, que teriam dado cobertura durante a ação criminosa.

O rastreamento da quadrilha foi possível graças às câmeras inteligentes dos sistemas Smart Sanca, de São Caetano do Sul, e Smart Sampa, da capital paulista, que registraram o deslocamento dos suspeitos antes e depois do crime.

A perícia também aguarda o resultado de exames de DNA realizados em um capacete e em uma luva abandonados por um dos criminosos durante a fuga.

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Prisões e investigações continuam

No domingo (28), a Justiça decretou a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de prestar apoio logístico aos executores do atentado.

Segundo a Polícia Civil, eles ocupavam veículos utilizados para monitorar os deslocamentos do tenente antes da emboscada.

Um terceiro suspeito chegou a ser detido, mas foi liberado por falta de provas. As buscas pelos demais envolvidos continuam.

Estado de saúde é grave, mas estável

Ronickson Pimentel permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

O policial passou por uma cirurgia neurológica de emergência após ser atingido na cabeça.

Em nota divulgada na terça-feira (30), a Rota informou que o tenente segue com quadro clínico estável, porém grave, e continua sendo monitorado pela equipe médica, que avalia diariamente a possibilidade de reduzir o nível de sedação.

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