A estudante de Medicina Letícia Rodrigues, morta com mais de 100 facadas em Barbacena (MG), havia obtido uma medida protetiva contra o namorado, principal suspeito do feminicídio. Segundo o ex-marido da vítima, ela retirou a proteção por acreditar que o companheiro mudaria de comportamento.

Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues cursava o décimo período de Medicina em Barbacena. Foto: Reprodução.
Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues cursava o décimo período de Medicina em Barbacena. Foto: Reprodução.

A estudante de Medicina Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos, assassinada com mais de 100 facadas em Barbacena, na Região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais, havia conseguido uma medida protetiva contra o namorado, Gustavo Dutra, apontado como principal suspeito do feminicídio.

Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos

Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

A informação foi revelada pelo ex-marido da vítima, Francisco Daniel Siqueira, pai dos dois filhos de Letícia, de 16 e 11 anos.

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Ex-marido revelou medida protetiva

Em entrevista ao jornal Estado de Minas, Francisco afirmou que soube apenas após a morte da estudante que ela havia registrado um boletim de ocorrência contra o companheiro meses antes do crime.

Segundo ele, uma vizinha contou que Letícia havia sido agredida por Gustavo e chegou a solicitar uma medida protetiva de urgência. No entanto, posteriormente decidiu retirar a proteção judicial por acreditar que o namorado mudaria de comportamento.

“Só agora uma vizinha me contou que ela havia sido agredida e que chegou a pedir uma medida protetiva. Depois, ela retirou essa medida porque acreditava que ele mudaria”, afirmou Francisco.

Homem encontrou estudante morta em apartamento

O ex-marido também fez um apelo para que o caso não seja esquecido. “O que eu peço é que esse caso não caia no esquecimento e que quem fez isso pague pelo que fez. Nada vai trazer a Letícia de volta, mas eu quero que haja justiça. Pelo menos isso pode trazer algum conforto para a família e mais segurança para os nossos filhos”, declarou.

Foi o próprio Francisco quem encontrou o corpo da estudante. Segundo o relato, uma amiga de Letícia entrou em contato após não conseguir falar com ela. Com autorização de uma vizinha, ele acessou o apartamento pela sacada e encontrou a ex-companheira caída na sala.

As autoridades foram acionadas e constataram a morte da estudante ainda no local.

MP se pronuncia

Ao se manifestar sobre o caso, o Ministério Público (MP) destacou a extrema violência empregada no crime.

“A vítima foi atingida, inacreditavelmente, por mais de uma centena de golpes, que lhe causaram múltiplas lesões e vasto derramamento de sangue, denotando extrema violência e dolo intenso”, afirmou o órgão.

Relembre o crime

O crime ocorreu no último sábado (27), dentro do apartamento onde Letícia morava, em Barbacena. Familiares e amigos acionaram a Polícia Militar após perderem contato com a estudante.

O namorado da vítima, Gustavo Dutra, foi localizado pouco tempo depois e preso como principal suspeito do feminicídio.

Ele permanece à disposição da Justiça enquanto a Polícia Civil continua as investigações para esclarecer a dinâmica do crime e reunir novas provas. O caso é tratado como feminicídio.

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