Novos áudios enviados pela estudante de medicina Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, revelam o que ela disse poucos minutos após o atropelamento que matou Odair Brustolin, de 68 anos, em Porto Velho (RO). As mensagens passaram a integrar a apuração do caso e podem reforçar a investigação sobre a dinâmica do crime.
Novos áudios enviados pela estudante de medicina Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, revelam o que ela disse poucos minutos após o atropelamento que matou Odair Brustolin, de 68 anos, em Porto Velho (RO). As mensagens passaram a integrar a apuração do caso e podem reforçar a investigação sobre a dinâmica do crime.

Estudante de Medicina é presa após atropelar e matar idoso de 68 anos em RO
O atropelamento aconteceu na tarde da última quarta-feira (01), por volta das 13h20. Cerca de 25 minutos depois, às 13h45, Vitória encaminhou mensagens de áudio para um grupo de moradores do condomínio onde ocorreu a confusão.
Áudios mostram discussão após o atropelamento
Nas gravações, a estudante afirma que já havia avisado aos moradores que passaria com o carro pelo portão do condomínio caso continuasse sendo chamada de “louca”. Segundo ela, as pessoas já conheciam seu comportamento.
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“Eu avisei, eu avisei 10 vezes que, se não parassem de me chamar de louca, de ficar me tratando de louca, eu ia passar pelo portão. Eu falei, eu falei mil vezes. Eu não sei por que vocês ficam duvidando de alguma coisa, porque vocês já me conhecem”, declarou.
As mensagens passaram a ser analisadas pelas autoridades durante a investigação.
Defesa ainda não se manifestou
Vitória foi presa em flagrante após, segundo a Polícia Militar, deixar o local do atropelamento. Ela foi localizada na casa de um homem que se apresentou como amigo. Até o momento, a defesa da estudante não havia se pronunciado sobre o conteúdo dos áudios.
Mensagens podem influenciar o processo
Em entrevista à Rede Amazônica, o defensor público Fábio Roberto afirmou que o caso pode ser enquadrado como homicídio triplamente qualificado. Segundo ele, Vitória poderá responder por motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e pelo fato de Odair ser idoso.
O defensor também avaliou que os áudios podem ser interpretados como indícios de premeditação, circunstância que poderá ser analisada pela Justiça durante o andamento do processo. Caso seja condenada por homicídio qualificado, a estudante poderá cumprir pena que pode chegar a 30 anos de prisão.
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Como aconteceu o atropelamento
De acordo com testemunhas, Vitória discutiu com moradores do condomínio e chegou a tentar agredir algumas pessoas. Após a confusão, ela entrou no carro e acelerou em direção a uma residência.
Imagens de câmeras de segurança mostram que a estudante tentou atingir o imóvel uma primeira vez. Em seguida, deu marcha à ré e voltou a acelerar, invadindo a casa. Odair Brustolin foi atingido durante a invasão do veículo. Ele chegou a ser socorrido e levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Prisão após tentativa de fuga
Depois do atropelamento, Vitória deixou o local. Durante as buscas, policiais receberam a informação de que ela estava na casa de um amigo. O homem informou à polícia que a estudante havia pedido ajuda após dizer que se envolveu em uma discussão no condomínio. Segundo ele, Vitória queria consertar danos no veículo por meio de serviços de lanternagem e pintura.
Os policiais encontraram a estudante sentada na varanda da residência. Conforme o boletim de ocorrência, ela apresentava comportamento agressivo e exaltado, sendo presa e levada para a Central de Flagrantes.
Estudante já havia sido presa por embriaguez ao volante
Vitória também respondeu a um caso de embriaguez ao volante em maio de 2025, também em Porto Velho. Na ocasião, ela foi presa, mas obteve liberdade provisória após audiência de custódia. Entre as medidas impostas pela Justiça estavam a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a proibição de frequentar bares.
Posteriormente, a estudante firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), admitindo a prática do crime e cumprindo condições estabelecidas pela Justiça para evitar a abertura de ação penal.
Segundo o Ministério Público de Rondônia (MP-RO), o acordo foi firmado após a vítima do acidente anterior ser indenizada e desistir da representação criminal referente às lesões corporais. Restou apenas a acusação por embriaguez ao volante, que foi encerrada após o cumprimento das condições previstas. Com isso, o processo foi arquivado em abril deste ano.
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