Dayanne Rodrigues do Carmo, ex-esposa do ex-goleiro Bruno, está internada em estado grave em Belo Horizonte após passar três dias desaparecida e deixar cartas relatando ameaças de agiotas. Aos 39 anos, ela volta ao centro das atenções públicas após ter sido uma figura marcante no Caso Eliza Samudio em 2010. Na época do crime, Dayanne chegou a ser presa e denunciada pelo sequestro do bebê Bruninho

Dayanne Rodrigues / Redes sociais.
Dayanne Rodrigues / Redes sociais.

O nome de Dayanne Rodrigues do Carmo Souza voltou a estampar as páginas policiais. A ex-esposa do ex-goleiro Bruno Fernandes encontra-se internada em estado grave no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, após passar três dias desaparecida.

Embora o motivo de sua internação atual esteja ligado a relatos recentes de ameaças e problemas financeiros, o histórico de Dayanne é indissociável do Caso Eliza Samudio. Há 16 anos, ela sentou-se no banco dos réus sob acusações graves.

O goleiro Bruno. (Reprodução)

O envolvimento no Caso Eliza Samudio e a denúncia de sequestro

No auge das investigações sobre o desaparecimento e assassinato da modelo Eliza Samudio, em 2010, Dayanne Rodrigues — então esposa de Bruno, que brilhava como capitão do Flamengo — foi presa pela polícia.

O Ministério Público a denunciou formalmente pelos crimes de sequestro e cárcere privado. Segundo a acusação da época, Dayanne teve papel ativo na ocultação do bebê Bruninho, filho de Eliza com o goleiro, logo após a modelo ter sido trazida à força do Rio de Janeiro para Minas Gerais. A criança foi encontrada por policiais em uma casa na Região Metropolitana de Belo Horizonte, sob a guarda de conhecidos de Dayanne.

A tese da acusação sustentava que ela sabia do plano e colaborou para manter o recém-nascido longe das autoridades enquanto o crime principal era executado.

O Julgamento e a absolvição

O desfecho jurídico de Dayanne, no entanto, seguiu um rumo diferente do de Bruno e do executor Marcos Aparecido dos Santos, o “Bola”. Em março de 2013, ela foi levada a júri popular no Fórum de Contagem (MG).

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Durante o julgamento, a defesa de Dayanne argumentou que ela era uma engrenagem vulnerável no comportamento controlador do jogador. Os advogados sustentaram que ela agiu sob forte coação moral irresistível, temendo pela própria vida e pela segurança de suas filhas caso desobedecesse às ordens do marido.

A estratégia convenceu não apenas os jurados, mas o próprio Ministério Público, que acabou pedindo a absolvição da ré na reta final do julgamento.

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Dayanne foi absolvida de todas as acusações, deixando o tribunal em liberdade, enquanto Bruno foi condenado a mais de 22 anos de prisão.

Contexto Atual

Anos após tentar reconstruir a vida longe dos holofotes do crime de 2010, Dayanne volta a ser notícia em uma situação crítica. De acordo com as investigações em curso, antes de desaparecer e ser encontrada em estado grave, ela deixou cartas à família relatando que estava sendo coagida e ameaçada por agiotas.

A polícia busca agora entender se as ameaças recentes têm alguma relação direta com o desfecho que a levou ao hospital.

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