A mãe das crianças Agatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michel, de 4, voltou a cobrar uma resposta das autoridades sobre o desaparecimento dos filhos, ocorrido em 4 de janeiro de 2026, em Bacabal, no interior do Maranhão.
A mãe das crianças Agatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michel, de 4, voltou a cobrar uma resposta das autoridades sobre o desaparecimento dos filhos, ocorrido em 04 de janeiro de 2026, em Bacabal, no interior do Maranhão.

Reprodução / redes sociais
Em entrevista ao jornalista Randyson Laércio, Clarice Cardoso afirmou que as investigações perderam força após mudanças na Secretaria de Segurança Pública e disse que, desde então, nenhuma equipe voltou à comunidade para dar esclarecimentos sobre o caso.
“Ninguém mais veio aqui”, afirma mãe
Durante a entrevista, Clarice relatou que percebeu uma mudança no andamento das investigações após a troca do secretário responsável pela Segurança Pública.
“Repercutiu, mas ao mesmo tempo atrapalhou. As pessoas que estavam aqui dentro da comunidade investigando precisaram sair. Saiu todo mundo e não veio mais polícia. Não veio mais. Isso atrapalhou bastante o caso dos meus filhos.”
A mãe também afirmou que esperava uma reunião com a nova gestão da Secretaria, mas disse que nunca recebeu retorno.
“Depois que entrou a outra secretária, ela nunca veio saber. A gente pediu que ela viesse me contar o que estava acontecendo, mas simplesmente não tive resposta.”
Acesse o canal BNTV no YouTube
Apelo às autoridades
Ao longo da entrevista, Clarice fez um novo apelo para que o caso não seja esquecido e pediu mais empenho das autoridades na busca pelos filhos.
Segundo ela, a falta de informações aumenta ainda mais a angústia da família.
“Está difícil. Todo dia é uma luta. Mas eu não posso desistir. Isso não quer dizer que eu esqueci dos meus filhos. Muito pelo contrário. É justamente por eles que continuo lutando.”
Mãe acredita que crianças foram levadas
Questionada sobre o que acredita ter acontecido com Agatha e Allan, Clarice disse não concordar com a hipótese de que os filhos tenham se perdido na mata ou caído no rio, possibilidade que chegou a ser considerada durante as investigações.
Segundo ela, nunca foram encontrados vestígios que indicassem essa possibilidade.
“Eu acredito que alguém levou meus filhos. Se eles tivessem se perdido na mata, eu teria encontrado no mesmo dia. Se tivessem caído no rio, alguma coisa teria aparecido. Não encontraram nenhuma sandália, nenhuma roupa, absolutamente nada.”
A mãe ainda afirmou que um dos investigadores chegou a dizer que, pelas evidências analisadas, as crianças nunca passaram por uma casa abandonada que também foi alvo de buscas durante a investigação.
“Ele falou para mim: ‘Seus filhos nunca passaram naquela casa’. Eu lembro de tudo o que aconteceu desde o dia 4 de janeiro.”
Caso segue sem solução
Agatha Isabelly, Allan Michel e o primo Anderson Kauã desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, após saírem para brincar nas proximidades da casa da avó, localizada no território quilombola de São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Ao perceberem que as crianças demoravam para retornar, familiares iniciaram buscas por conta própria e, posteriormente, acionaram as autoridades.
Leia também:
Três dias depois, Anderson Kauã foi encontrado com vida em uma área de mata próxima ao local onde havia sido visto pela última vez com os primos. A criança estava debilitada, desidratada e bastante assustada. Após receber atendimento médico, também passou por acompanhamento psicológico.
Caso mobilizou o país e segue sem respostas
O desaparecimento provocou uma ampla mobilização desde os primeiros dias de janeiro. Durante semanas, forças de segurança, voluntários e moradores da região participaram das buscas, que utilizaram recursos terrestres, aquáticos e aéreos na tentativa de localizar os irmãos.
Mesmo com o emprego de cães farejadores, drones, helicópteros, embarcações e equipamentos de georreferenciamento, nenhuma pista foi suficiente para esclarecer o que aconteceu com as crianças.
O caso também ganhou repercussão nacional e passou a integrar o protocolo Amber Alert, utilizado para ampliar a divulgação de desaparecimentos de crianças. Apesar da iniciativa, nenhuma informação levou à localização dos irmãos.
Investigação continua aberta
Seis meses após o desaparecimento, o caso permanece cercado de incertezas. O depoimento de Anderson Kauã e os indícios encontrados na casa abandonada permitiram avançar na reconstrução dos acontecimentos daquele dia, mas não responderam o que aconteceu com Agatha Isabelly e Allan Michel.
Até o momento, a Polícia Civil do Maranhão não divulgou novas informações sobre o andamento das investigações. Enquanto isso, familiares mantêm a esperança de encontrar respostas e seguem cobrando esclarecimentos sobre um dos casos de desaparecimento infantil que mais mobilizaram o país nos últimos anos.
Leia mais no Bacci Notícias: