João Antonio Pivetta, que foi preso durante as investigações da morte de Maria Eduarda Rodrigues em um salto de rope jump, falou pela primeira vez após ser colocado em liberdade na última quarta-feira (08).
João Antonio Pivetta, que foi preso durante as investigações da morte de Maria Eduarda Rodrigues em um salto de rope jump, falou pela primeira vez após ser colocado em liberdade na última quarta-feira (08).

Rope jump (Foto: reprodução)
Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, ele comentou como conheceu a empresa Entre Cordas, responsável pela organização dos saltos, e afirmou que acreditava trabalhar para um grupo que seguia todas as normas de segurança.
“Acreditei que era uma empresa regularizada”
Segundo João, ele começou a atuar na equipe entre o fim de 2025 e o início de 2026 e participou de alguns eventos promovidos pelo grupo.
Durante a entrevista, ele afirmou que os organizadores demonstravam possuir conhecimento técnico e transmitiam confiança aos colaboradores.
“Para a gente, era uma empresa extremamente regularizada. Eles diziam que tinham uma estrutura. Eles realmente passavam uma noção técnica muito grande. A impressão que passavam era de que eram a única empresa regularizada, com equipe técnica responsável pela segurança. Eu acreditei.”
Polícia não indiciou João por salto de rope jump
De acordo com a investigação da Polícia Civil, João exercia a função de retirar os equipamentos dos participantes após a realização dos saltos, na parte inferior da ponte.
Ao concluir o inquérito, os investigadores não indiciaram João Antonio Pivetta nem Gabriel Barros Martins. A própria Polícia Civil solicitou a revogação das prisões dos dois.
O Ministério Público (MP) também não apresentou denúncia contra eles.
Outros investigados continuam presos
Apesar da soltura de João e Gabriel, outras quatro pessoas continuam presas preventivamente.
Na terça-feira (07), o Ministério Público apresentou denúncia contra os investigados que permanecem detidos.
Enquanto João e Gabriel foram liberados, outras quatro pessoas permanecem presas e já foram denunciadas pelo Ministério Público por homicídio com dolo eventual qualificado e fraude processual.
Segundo a denúncia, os responsáveis pela operação do salto deixaram de adotar medidas básicas de segurança, como a conferência da conexão da corda e a dupla checagem dos equipamentos.
O MP também sustenta que a atividade era explorada sem atender às exigências legais e que interesses econômicos teriam sido priorizados em detrimento da segurança dos participantes.
A morte de Maria Eduarda continua sendo analisada pela Justiça. Com a conclusão do inquérito policial, o processo agora segue em relação aos quatro denunciados pelo Ministério Público, que permanecem presos preventivamente.
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