O Julho Verde e Amarelo traz reflexão sobre a conscientização dos cânceres de cabeça e pescoço, representado pela cor verde, e voltado ao combate das hepatites virais, na cor amarela. As ações destacam prevenção, diagnóstico precoce e acesso ao tratamento.
Atualmente, o mês de Julho é marcado por duas importantes campanhas de conscientização voltadas à saúde pública no Brasil.

(Foto: Reprodução)
Conhecidas como Julho Verde e Amarelo, as iniciativas têm como objetivo alertar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento de doenças que, muitas vezes, apresentam poucos sintomas nas fases iniciais, mas podem causar graves consequências quando tardias.
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Julho Verde
O Julho Verde é dedicado à conscientização e ao combate dos cânceres de cabeça e pescoço.
A campanha, criada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) e oficializada pela Lei nº 14.328/2022, busca informar a população sobre os principais fatores de risco, os sinais de alerta e a importância do diagnóstico precoce, que aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento.
Entre as doenças abordadas estão os cânceres que atingem a boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, tireoide, glândulas salivares e outras estruturas da região da cabeça e do pescoço.
Fatores de risco da doença
Os principais fatores de risco incluem tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, infecção pelo HPV, exposição prolongada ao sol, especialmente no caso do câncer de lábios, além da má higiene bucal.
Feridas que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir, caroços no pescoço e sangramentos sem causa aparente estão entre os sintomas que merecem avaliação médica.
Julho Amarelo
Já o Julho Amarelo é voltado ao combate das hepatites virais, um conjunto de doenças que provoca inflamação no fígado e pode evoluir de forma silenciosa durante anos.
Instituída pela Lei nº 13.802/2019, a campanha reforça a necessidade da vacinação, da realização de testes e do acesso ao tratamento, especialmente porque muitos pacientes descobrem a infecção apenas quando já apresentam complicações, como cirrose ou câncer de fígado.
As hepatites virais mais comuns no Brasil são causadas pelos vírus A, B e C. Há ainda os tipos D, mais frequente na Região Norte, e E, considerado raro no país.
Principais riscos de infecção
A transmissão varia conforme o tipo da doença: pode ocorrer por água ou alimentos contaminados, contato com sangue infectado, compartilhamento de objetos perfurocortantes, relações sexuais sem preservativo e transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto.
Em muitos casos, a infecção não provoca sintomas. Quando aparecem, os sinais podem incluir cansaço, febre, náuseas, dor abdominal, urina escura e pele ou olhos amarelados.
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Métodos de prevenção
Apesar dos riscos que essas doenças apresentam na saúde, os métodos de prevenção são relativamente simples.
No caso do Julho Verde, a recomendação é não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool, manter boa higiene bucal, utilizar proteção solar nos lábios e procurar atendimento diante de sintomas persistentes.
Já para as hepatites virais, as principais formas de prevenção incluem vacinação contra as hepatites A e B, uso de preservativos, não compartilhar seringas, agulhas, alicates ou lâminas de barbear e consumir água tratada e alimentos de procedência segura.
Busca pelo diagnóstico precoce
As campanhas também reforçam que o diagnóstico precoce é um dos principais aliados da saúde. Exames simples e consultas médicas regulares podem identificar alterações antes que as doenças avancem, aumentando as chances de tratamento eficaz e reduzindo o risco de complicações.
Ao longo do mês, unidades de saúde em diversas regiões do país promovem ações educativas, vacinação, testagens e orientações para ampliar o acesso da população à informação e aos serviços de prevenção.
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