Uma mulher encontrou a ossada que acredita ser do próprio filho em uma área de mata no antigo aterro sanitário desativado do bairro Jangurussu, em Fortaleza, no Ceará. O jovem, identificado como Kevin, estava desaparecido havia cerca de cinco meses. Durante a ocorrência, a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) localizou outra ossada humana e dois crânios, reforçando a suspeita da existência de um possível cemitério clandestino no local. A identidade das vítimas ainda será confirmada por exames periciais, enquanto a Polícia Civil investiga o caso.

Reprodução | GCMais / TV Cidade Fortaleza
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Uma mulher encontrou a ossada que acredita ser do próprio filho em uma área de mata no antigo aterro sanitário desativado do bairro Jangurussu, em Fortaleza, no Ceará. O jovem, identificado como Kevin, estava desaparecido havia cerca de cinco meses.

Durante a ocorrência, a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) localizou outra ossada humana e dois crânios, reforçando a suspeita da existência de um possível cemitério clandestino no local. A identidade das vítimas ainda será confirmada por exames periciais, enquanto a Polícia Civil investiga o caso.

Kevin, desaparecido há cerca de cinco meses. (Reprodução)

Mãe recebeu denúncia anônima

Segundo as investigações, Kevin, de aproximadamente 24 anos, desapareceu após seguir para a região do Jangurussu. A principal linha de apuração indica que ele teria sido atraído até o local por meio de uma corrida por aplicativo. Desde então, familiares buscavam informações sobre o paradeiro do jovem. A descoberta ocorreu depois que a mãe recebeu uma ligação anônima informando que o corpo do filho poderia estar na área de mata.

“Eu tive uma ligação anônima dizendo que tinham achado um morador que estava atrás dos animais dele, e se eu poderia comparecer, que poderia o corpo do meu filho estar no meio. Aí, na mesma hora, eu não pensei duas vezes, eu vim”, relatou à TV Cidade Fortaleza.

A mulher contou que entrou na vegetação acompanhada apenas por uma parente e iniciou as buscas por conta própria.

“Quando eu cheguei aqui, eu saí procurando no meio do mato, aí foi encontrado. Não só o dele, né, mas tem outro também. O dele eu reconheci por conta das roupas”, afirmou.

Ossadas em área de difícil acesso

O local onde os restos mortais foram encontrados fica sobre o antigo aterro sanitário desativado do Jangurussu, em uma área de vegetação fechada e de difícil acesso. Segundo as informações apuradas, foi necessário percorrer aproximadamente três quilômetros por trilhas até chegar ao ponto onde estavam as ossadas. Após a localização, equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Perícia Forense realizaram os levantamentos técnicos na área.

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Perícia localiza duas ossadas e dois crânios

Durante os trabalhos, os peritos encontraram duas ossadas humanas e dois crânios. O perito criminal Leão Júnior explicou que a análise inicial aponta para a existência de dois corpos no local.

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“A gente constatou aqui no local, aparentemente, duas ossadas. São dois crânios e as ossadas, aparentemente, de ossos completos. Uma ossada completa de dois corpos. Foi o que a gente pôde observar aqui.”

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Ainda conforme o perito, não foram encontrados estojos de munição nem outros objetos que permitam esclarecer imediatamente a dinâmica do crime.

“Nenhum elemento de munição e nenhum outro tipo de instrumento vulnerável foi encontrado no local. Apenas os crânios examinados apresentavam perfurações que a gente classifica como instrumento pérfuro-contundente, mas será melhor esclarecido por ocasião da necrópsia”, afirmou.

Exames vão confirmar identidade das vítimas

Segundo a Pefoce, o estado de decomposição indica que os dois corpos podem ter sido deixados no local no mesmo período.

“Em razão da decomposição, do estado de composição das duas ossadas. São corpos esqueletizados. Acredita-se que tenha sido no mesmo período. Os dois apresentam desprendimento dos tecidos moles em igualdade de condições. Então, possivelmente, possam ter ocorrido as mortes no mesmo período”, explicou Leão Júnior.

Apesar de a mãe de Kevin afirmar que reconheceu as roupas do filho, a confirmação oficial da identidade das vítimas dependerá dos exames periciais realizados pela Pefoce.

Família buscava respostas desde o desaparecimento

Desde o desaparecimento de Kevin, a mãe registrou boletim de ocorrência e procurou o Departamento de Homicídios em busca de informações sobre o paradeiro do filho. Ela afirmou que o maior desejo era encontrar o corpo para realizar o sepultamento.

“Eu queria só o corpo do meu filho pra eu poder enterrar. Fazer um enterro digno para o meu filho, porque meu filho não é nenhum cachorro para ser botado em um buraco, não.”

A mãe também descreveu o sofrimento vivido pela família durante os meses de buscas.

“É mais desesperador saber que o filho está morto e você não poder pegar o seu filho e fazer um enterro digno para ele.”

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Polícia apura possível atuação de facção criminosa

Segundo as investigações, há indícios de que os homicídios tenham sido praticados por integrantes de uma facção criminosa que atuava anteriormente na região do Jangurussu. A Polícia Civil também apura uma possível relação entre as mortes e disputas entre grupos criminosos. Além da confirmação da identidade das vítimas, os investigadores trabalham para identificar todos os envolvidos nos homicídios.

Conforme as informações levantadas durante a investigação, alguns suspeitos de participação nos crimes já foram identificados e estariam presos. As diligências continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso e verificar se há outras vítimas enterradas na área apontada como possível cemitério clandestino.

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