Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostrou que 45% dos brasileiros acreditam que Michelle Bolsonaro (PL) acertou ao divulgar um vídeo em que acusa o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de desrespeitá-la e ignorar sua opinião sobre alianças políticas.
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostrou que 45% dos brasileiros acreditam que Michelle Bolsonaro (PL) acertou ao divulgar um vídeo em que acusa o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de desrespeitá-la e ignorar sua opinião sobre alianças políticas.

Michelle e Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Por outro lado, 38% dos entrevistados avaliaram que a ex-primeira-dama errou ao tornar pública a disputa familiar. Outros 17% disseram não saber ou preferiram não responder.
O levantamento foi realizado após a divulgação do vídeo, que repercutiu nos bastidores da direita e gerou debates sobre os possíveis impactos na pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
Maioria tende a concordar com Michelle
Segundo a pesquisa, 42% dos brasileiros afirmaram que, pelo que sabem sobre o conflito, tendem a concordar mais com Michelle Bolsonaro.
Já 18% disseram apoiar a posição de Flávio Bolsonaro. Outros 3% afirmaram concordar parcialmente com ambos, enquanto 22% disseram discordar dos dois. Os demais (15%) não souberam ou preferiram não responder.
Direita rejeita exposição pública
Apesar do apoio registrado entre o eleitorado em geral, a divulgação do vídeo foi mal recebida entre os eleitores de direita.
Entre os bolsonaristas:
- 64% afirmaram que Michelle errou ao expor a discussão familiar;
- 20% disseram que ela acertou.
Já entre os eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas:
- 54% avaliaram que Michelle errou;
- 35% consideraram que ela agiu corretamente.
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No grupo dos eleitores independentes, os números ficaram mais equilibrados:
- 39% disseram que ela acertou;
- 36% avaliaram que ela errou.
Declarações são consideradas verdadeiras por 58%
A pesquisa também perguntou aos entrevistados se eles acreditam nas acusações feitas por Michelle Bolsonaro contra Flávio.
Os resultados apontam que:
- 31% consideram as declarações totalmente verdadeiras;
- 27% acreditam que elas são parcialmente verdadeiras;
- 16% afirmam que são totalmente falsas;
- 26% não souberam ou preferiram não responder.
Somando as respostas “totalmente” e “parcialmente verdadeiras”, 58% dos brasileiros afirmam acreditar, em algum grau, nas declarações da ex-primeira-dama.
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Diferenças entre os grupos políticos
A percepção sobre a veracidade das declarações varia conforme o posicionamento político dos entrevistados.
Entre os grupos pesquisados, o percentual dos que consideram as falas verdadeiras, total ou parcialmente, foi:
- Lulistas: 62% (49% totalmente + 13% parcialmente);
- Esquerda não lulista: 76% (45% + 31%);
- Independentes: 49% (26% + 23%);
- Direita não bolsonarista: 65% (20% + 45%);
- Bolsonaristas: 45% (16% + 29%).
Metade dos brasileiros não viu o vídeo
Apesar da ampla repercussão política, a pesquisa mostra que o episódio ainda é desconhecido por parte significativa da população.
Segundo o levantamento:
- 51% disseram que não tinham conhecimento do vídeo publicado por Michelle Bolsonaro;
- 49% afirmaram que acompanharam o caso.
Já em relação ao vídeo em que Flávio Bolsonaro pede desculpas à madrasta:
- 67% disseram não conhecer o conteúdo;
- 33% afirmaram ter assistido ou tomado conhecimento da gravação.
O levantamento da Genial/Quaest foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de julho, em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com **95% de nível de confiança.
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