O músico André Zaparoli Seccadio é procurado pela PCDF, suspeito de estuprar criança de dois anos no DF. Investigação da 2ª DP ouviu familiares, escola e testemunhas; ele tinha medidas protetivas descumpridas.

Músico André Zaparoli Seccadio (Foto: Reprodução)
Músico André Zaparoli Seccadio (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) divulgou o nome e a fotografia do músico André Zaparoli Seccadio, apontado como foragido da Justiça e suspeito de estuprar uma criança de apenas dois anos.

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(Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

Diante da dificuldade em localizá-lo, a corporação decidiu tornar pública a identidade do investigado e pede à população qualquer informação que possa ajudar as equipes a encontrá-lo.

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Como a investigação foi conduzida

O caso está a cargo da 2ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, responsável por reunir um conjunto amplo de elementos ao longo do inquérito.

Foram ouvidos familiares da criança, profissionais da instituição de ensino frequentada por ela, testemunhas do caso e o próprio André, além da análise de outros elementos produzidos durante as diligências policiais. Esse cruzamento de depoimentos e evidências foi o que sustentou o avanço da apuração até o pedido de prisão.

Mudanças de comportamento identificadas na criança

Durante a instrução do inquérito, os investigadores constataram uma alteração significativa no comportamento da vítima após os fatos apurados.

Profissionais da instituição de ensino relataram à polícia que a criança passou a apresentar episódios frequentes de choro intenso, nervosismo e crises emocionais, além de regressão no processo de desfralde — retrocesso que costuma ser associado, em crianças pequenas, a quadros de forte abalo emocional.

A menina também desenvolveu constipação severa, quadro que, segundo os relatos, chegou a exigir atendimento médico em diversas ocasiões.

Outros episódios relatados e descumprimento de medidas protetivas

As diligências conduzidas pela 2ª DP não se limitaram ao caso mais recente: os investigadores também reuniram outros relatos que indicam, em tese, a prática de violência sexual atribuída a André em ocasiões anteriores.

Paralelamente, a PCDF apurou que o músico já possuía medidas protetivas determinadas pela Justiça em decorrência desses fatos anteriores. Mesmo assim, segundo a polícia, ele teria comparecido à residência da vítima em mais de uma oportunidade, descumprindo as restrições judiciais, e posteriormente voltado a se aproximar dela.

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Prisão preventiva do músico decretada

Diante da gravidade dos fatos apurados, e considerando a necessidade de resguardar a ordem pública, proteger a vítima, preservar a regularidade da instrução criminal e assegurar a futura aplicação da lei penal, a PCDF solicitou ao Poder Judiciário a prisão preventiva do investigado.

O pedido foi acolhido pela Justiça. A partir de então, equipes da Polícia Civil passaram a realizar diligências para localizar André, mas ele não foi encontrado em nenhum dos endereços conhecidos pelas autoridades — o que levou a corporação a declará-lo foragido da Justiça e a divulgar seu nome e sua foto em busca de colaboração da população.

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