A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu Lara Daniella Oliveira Cruz, conhecida como “Pocahontas”, durante a Operação Black Card. Apontada como integrante do núcleo financeiro da organização, ela é suspeita de atuar em fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e ocultação de recursos obtidos ilegalmente.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu Lara Daniella Oliveira Cruz, conhecida no meio criminoso como “Pocahontas“, durante a Operação Black Card, que investiga uma organização especializada em fraudes eletrônicas, estelionatos com cartões bancários e lavagem de dinheiro.

(Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Segundo as investigações, ela integrava o núcleo financeiro da quadrilha e era responsável por coordenar a movimentação e a ocultação dos valores obtidos por meio dos crimes.
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Estratégia de golpes milionários
De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava dados e cartões bancários obtidos de forma ilícita, além de maquininhas de pagamento cadastradas em nomes de terceiros e empresas de fachada para realizar transações fraudulentas.
Os investigados também criavam links falsos de cobrança e distribuíam os recursos entre contas bancárias de laranjas e empresas recém-abertas para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Vida luxuosa
Segundo a polícia, Lara Daniella está presa temporariamente por cinco dias enquanto as investigações prosseguem. Conforme a apuração, ela desempenhava papel estratégico na organização criminosa, prestando apoio logístico às fraudes eletrônicas, administrando a movimentação financeira do grupo e gerenciando parte significativa dos valores obtidos ilegalmente.
As investigações apontam ainda que a suspeita ostentava uma rotina de alto padrão nas redes sociais, com viagens para destinos como Dubai e praias do Nordeste brasileiro, hospedagens em hotéis e resorts de luxo, passeios de jet-ski, além de registros ao lado de veículos importados, joias e roupas de grifes internacionais.

(Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Atuação de Pocahontas no esquema
A Polícia Civil afirma que ela também mantinha uma loja de calçados que seria utilizada para lavar dinheiro proveniente das fraudes.
Outro ponto apurado pelos investigadores da Divisão de Análise de Crimes Virtuais da Coordenação de Repressão às Fraudes (DCV/CORF) é que Lara Daniella administrava um canal no Telegram voltado para apostas eletrônicas. Segundo a polícia, a atividade seria irregular por não possuir a devida autorização dos órgãos federais responsáveis pela regulamentação do setor.
Operação Black Card
Ao todo, a Operação Black Card cumpriu 18 mandados judiciais, sendo sete de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. Durante a ofensiva, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, relógios de luxo, armas de fogo, celulares e chips telefônicos, que passarão por perícia para auxiliar no avanço das investigações.
A Polícia Civil informou ainda que, após a prisão de um dos principais integrantes da organização em uma operação anterior, os demais membros passaram a adotar medidas para dificultar o trabalho das autoridades, como apagar perfis em redes sociais, trocar números de telefone e reduzir a exposição pública.
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Organograma no crime
As investigações apontam que o grupo possuía uma divisão de funções entre captadores de dados, executores das fraudes, recrutadores de laranjas e responsáveis pela administração financeira e alteração de registros em órgãos públicos. Segundo a corporação, foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.
Os envolvidos poderão responder por organização criminosa, estelionato eletrônico, invasão de dispositivo informático, furto mediante fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, posse ilegal de arma de fogo, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistemas públicos.
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