Novas denúncias obtidas por jornalistas investigativos indicam que o desaparecimento de Berenice Ramos de Aguiar Farias pode ter sido motivado por ciúmes da ex-patroa. As informações, que ainda não foram confirmadas oficialmente pela Polícia Civil, também citam um possível homicídio, ocultação de cadáver e intimidação de testemunhas.
O desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Farias, de 60 anos, ganhou novos desdobramentos após denúncias anônimas indicarem uma possível motivação diferente da inicialmente investigada. As informações foram divulgadas pelos jornalistas investigativos Fernanda Piacentini e Marconde Marques, do canal The Exposed Brasil, e ainda não foram confirmadas oficialmente pela Polícia Civil.

Foto: Reprodução.
Segundo os relatos, o desaparecimento de Berenice, ocorrido na região de Ubatumirim, em Ubatuba (SP), não teria sido motivado apenas por uma disputa envolvendo uma rescisão contratual de aproximadamente R$ 4 mil. As denúncias apontam que o caso teria sido desencadeado por um suposto ciúme da ex-patroa em relação ao namorado.
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Denúncias apontam possível motivação
De acordo com as informações divulgadas, o namorado da empresária teria contratado Berenice para realizar um serviço de limpeza em sua residência. Após descobrir essa aproximação e identificar transferências via Pix para a conta da cozinheira, a patroa teria passado a humilhá-la com ofensas verbais.
Os relatos ainda afirmam que, no dia em que Berenice tentou formalizar seu desligamento do trabalho para retornar à cidade de Igaratá, a situação teria evoluído para agressões físicas dentro da Pousada Rancho do Cedro. As denúncias também citam a possibilidade de um disparo de arma de fogo contra a cozinheira.
Corpo pode ter sido levado para área de mata
Segundo a reconstrução apresentada pelos jornalistas, o corpo de Berenice teria sido colocado no porta-malas de uma caminhonete preta com a ajuda de outras pessoas.
A principal linha apontada pelas denúncias indica que a possível rota utilizada teria passado pela estrada entre Ubatuba (SP), Paraty (RJ) e Cunha (SP), onde a empresária frequentaria um haras. Ainda conforme os relatos, as buscas estariam concentradas em uma área de mata fechada que poderia estar sendo utilizada como cemitério clandestino.
Testemunhas teriam sido ameaçadas
As denúncias também afirmam que pessoas ligadas à principal suspeita estariam visitando ex-funcionários para intimidá-los e evitar que prestem depoimentos à Justiça. Essa informação também não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.
Investigação continua
O caso segue sendo investigado pelo delegado Luís Antônio Cavalcante, responsável pelo inquérito. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou as informações divulgadas pelo canal nem se manifestou oficialmente sobre as novas denúncias.
As autoridades continuam realizando diligências para localizar Berenice e esclarecer o que aconteceu. Informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas de forma anônima pelos canais oficiais da polícia.
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