A defesa da mãe da bebê Helena afirmou que ela precisou abandonar a própria casa após receber ameaças e ser alvo de ataques nas redes sociais. Segundo o advogado Weryd Simões, a mulher deixou documentos, roupas e objetos pessoais para trás ao sair do imóvel.
A defesa da mãe da bebê Helena afirmou que ela precisou abandonar a própria casa após receber ameaças e ser alvo de ataques nas redes sociais. Segundo o advogado Weryd Simões, a mulher deixou documentos, roupas e objetos pessoais para trás ao sair do imóvel.

Laudo pericial divulgado nesta sexta-feira (14), descartou a hipótese de violência sexual na morte da bebê Helena. Foto: TV Cidade / Reprodução.
Durante entrevista ao Bacci Notícias, Weryd Simões afirmou que a cliente sofreu um “linchamento virtual” antes mesmo da conclusão dos laudos periciais. Segundo ele, a mulher sequer conseguiu retirar documentos pessoais da residência.
“Ela não teve condição de pegar a certidão de nascimento da própria filha, documentos, roupas e objetos de higiene pessoal dos filhos”, afirmou.
O advogado também declarou que a defesa considera precipitada a divulgação de informações que apontavam para abuso sexual antes da conclusão da perícia oficial.
Defesa promete responsabilizar quem atacou a mãe
Ainda durante a entrevista, Weryd Simões afirmou que medidas judiciais já começaram a ser adotadas contra pessoas que, segundo ele, divulgaram acusações sem respaldo técnico.
De acordo com o advogado, a lista inclui perfis anônimos, influenciadores, pessoas públicas e parlamentares que fizeram publicações sobre o caso.
O defensor também criticou o que chamou de inversão na condução do caso, afirmando que houve julgamento público antes da conclusão das investigações.
Segundo a defesa, a perícia oficial descartou qualquer indício de abuso sexual contra Helena, informação que passou a integrar o inquérito policial.
Advogado cita ausência do pai e relata rotina da mãe
Outro ponto abordado por Weryd Simões foi a rotina da mãe de Helena antes da tragédia. Segundo ele, a mulher desempenhava sozinha os cuidados com a bebê e não contava com apoio do pai da criança.
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O advogado afirmou que a cliente costumava dormir ao lado da filha após uma rotina de cuidados e ressaltou que essa realidade é vivida por muitas mães brasileiras.
“Ela cuidava sozinha da filha e buscou apenas dar conforto à criança naquela madrugada”, declarou.
Investigação continua em andamento
A investigação teve uma reviravolta nesta sexta-feira (17), após a divulgação do laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). O exame apontou que Helena morreu por asfixia mecânica e descartou a hipótese de violência sexual, que havia motivado as prisões iniciais dos dois investigados.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), os exames não identificaram vestígios de sêmen nem material genético dos dois homens no corpo da bebê.
Também não foram encontradas evidências de violência sexual no exame sexológico ou de álcool e drogas nas amostras coletadas da criança.
Com a conclusão da perícia, a Polícia Civil reclassificou o caso para homicídio culposo, enquanto as circunstâncias da morte seguem sendo apuradas.
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