A Polícia Civil confirmou neste sábado (18) que o corpo encontrado em uma área de mata de Angra dos Reis (RJ) é da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, desaparecida desde o fim de junho após sair do trabalho em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.
A Polícia Civil confirmou neste sábado (18) que o corpo encontrado em uma área de mata de Angra dos Reis (RJ) é da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, desaparecida desde o fim de junho após sair do trabalho em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.

(Foto: Redes Sociais)
O caso é tratado como homicídio e segue sob investigação. A principal suspeita é a ex-patroa da vítima, Eliane Alves dos Santos, que está presa temporariamente.
Como o corpo foi identificado?
Segundo informações da Rede Vanguarda, o primeiro reconhecimento do corpo foi feito pelo filho de Berenice, que identificou uma tatuagem da mãe por meio de uma fotografia apresentada pelas autoridades.
No entanto, a confirmação oficial da identidade depende da conclusão dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), cujo resultado deve ser divulgado em até três dias.
Exames periciais serão decisivos
De acordo com um perito do IML, o corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição, o que dificulta o processo de identificação.
Inicialmente, os especialistas tentam confirmar a identidade por meio das impressões digitais. Caso esse procedimento não seja possível, será realizada a comparação da arcada dentária da vítima.
Se nenhum desses métodos for conclusivo, o IML fará um exame de DNA para confirmar oficialmente a identidade do corpo.
Corpo foi encontrado em área de difícil acesso
Segundo a Polícia Civil, o corpo foi localizado na última sexta-feira (17), em uma região de mata fechada na localidade de Serra d’Água, em Angra dos Reis.
As circunstâncias em que o cadáver foi encontrado reforçaram a principal linha de investigação, que aponta para um possível assassinato seguido de ocultação de cadáver.
Ex-patroa é a principal suspeita
A empresária Eliane Alves dos Santos, ex-patroa de Berenice, permanece presa temporariamente e é apontada como a principal suspeita do crime.
Durante a investigação, peritos encontraram vestígios de sangue na caminhonete utilizada pela empresária. Após a aplicação de luminol, a maior concentração foi identificada no banco do passageiro.
Além disso, imagens de câmeras de segurança e registros de radares teriam revelado contradições na versão apresentada por Eliane sobre o trajeto percorrido no dia do desaparecimento da cozinheira.
Defesa aguarda acesso ao processo
A defesa da empresária informou que só irá se manifestar oficialmente após ter acesso integral aos autos da investigação.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer a dinâmica do crime, identificar possíveis participantes e concluir o inquérito.
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Relembre o caso
Berenice Ramos de Aguiar está desaparecida desde o dia 30 de junho, após sair de um restaurante onde trabalhava. A ex-empregadora da cozinheira continua presa temporariamente, investigada por suspeita de envolvimento em um possível homicídio.
Ao longo das investigações, equipes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão, recolhendo aparelhos celulares e armamentos. Os investigadores também constataram sinais de reparos na caminhonete utilizada pela suspeita.
Conforme a polícia, os danos observados no veículo apresentam características compatíveis com impactos de disparos de arma de fogo. As diligências prosseguem na tentativa de esclarecer o desaparecimento da cozinheira e reconstruir os acontecimentos após o fim da relação de trabalho entre ela e a ex-patroa.
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