Depoimentos de funcionários do restaurante onde Berenice Ramos de Aguiar Faria trabalhava indicam que ela e a ex-patroa, Eliane Alves dos Santos, tiveram desentendimentos constantes antes do desaparecimento da cozinheira em 30 de junho. A polícia investiga um possível crime motivado por questões trabalhistas, visto que a vítima buscava receber verbas rescisórias. A suspeita nega participação no sumiço.

(Foto: Reprodução / Redes sociais)
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O desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, em Ubatuba, no litoral de São Paulo, ganhou novos capítulos após a Polícia Civil incluir a ex-patroa Eliane Alves dos Santos entre os principais focos das investigações.

Funcionários relataram à polícia que as duas protagonizaram discussões antes do sumiço, o que levou os investigadores a aprofundar as diligências sobre a relação entre as envolvidas.

(Foto: Redes Sociais)

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Atritos e motivação trabalhista no inquérito

Segundo a apuração, o relacionamento entre Berenice e Eliane era marcado por atritos, especialmente nos dias que antecederam o desaparecimento. Esses relatos foram anexados ao inquérito, ajudando a traçar a rotina das duas, mas ainda não são considerados prova de autoria de crime. A Polícia Civil avalia esses elementos junto a outras evidências já reunidas.

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Berenice sumiu em 30 de junho, logo após ser dispensada do restaurante onde trabalhava, devido à baixa temporada. Eliane relatou à polícia que ofereceu carona à cozinheira e a teria deixado na beira da rodovia Rio-Santos. No entanto, imagens de câmeras e outros indícios levantaram dúvidas sobre essa versão, levando a uma intensificação das buscas e investigações.

A principal linha investigativa aponta para questões trabalhistas. Berenice cobrava o pagamento de verbas rescisórias e chegou a buscar orientação jurídica. Durante o inquérito, a empresária chegou a ser presa temporariamente, mas nega envolvimento no sumiço da ex-funcionária.

Investigações

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião, que assumiu o caso recentemente, informou que os trabalhos seguem concentrados na localização do corpo da cozinheira, que pode estar na região de divisa entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

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Paralelamente, a Polícia Civil trabalha para concluir o inquérito e formalizar o indiciamento de todos os envolvidos no crime.

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