Pesquisadores da Unicamp criaram uma técnica em laboratório capaz de multiplicar folículos capilares a partir de uma pequena amostra do próprio paciente. A inovação reduz o tempo de cirurgia de 10 para 2 horas e beneficia pessoas com alopecia severa ou que perderam cabelo devido à quimioterapia e queimaduras. A tecnologia passará por testes antes de chegar ao mercado via spin-off.

(Foto: Reprodução)
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Pesquisadores da Unicamp desenvolveram uma técnica inovadora que promete dar uma nova vida ao transplante capilar.

O método, ainda em fase pré-clínica, permite multiplicar folículos a partir de uma pequena amostra retirada do próprio paciente, beneficiando até quem não tem área doadora suficiente ou perdeu cabelo por quimioterapia ou queimaduras.

(Foto: Unicamp)

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Como funciona a tecnologia dos organoides capilares

A tecnologia envolve desmontar os folículos coletados com reagentes, isolando células como queratinócitos e células-tronco. Essas células são cultivadas e, em placas especiais, formam organoides que replicam a estrutura do folículo, iniciando o crescimento de fios. O processo reduz riscos de rejeição, já que o material vem do próprio paciente.

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Segundo os pesquisadores, o novo método pode ser um divisor de águas para quem sofre com alopecia avançada. Pacientes que antes eram descartados por falta de área doadora agora ganham uma segunda chance. O procedimento tradicional pode durar até dez horas, mas com os folículos expandidos em laboratório, o tempo cirúrgico cai para cerca de duas horas, diminuindo o desgaste e aumentando a precisão.

Nos casos oncológicos, há possibilidade de coletar e armazenar folículos antes da quimioterapia. Eles podem ser congelados e multiplicados depois, ajudando na recuperação dos fios, algo muito relevante principalmente para mulheres. Os folículos passam por uma seleção de qualidade antes do implante, o que pode acelerar a recuperação e reduzir inflamações.

Fases de testes

A equipe da Unicamp segue otimizando o protocolo para garantir que os novos folículos mantenham as características originais do paciente, como cor e textura. O objetivo é que até quem sonha com um cabelo diferente, um dia, tenha essa possibilidade. A expectativa é que a fase pré-clínica dure mais 18 meses, incluindo testes em animais e futuros ensaios clínicos em humanos.

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Para levar a tecnologia ao mercado, foi criada uma spin-off acadêmica em parceria com empresas do setor. A ideia é fornecer a solução para clínicas e profissionais, colocando o Brasil na disputa global por inovação em transplante capilar, um mercado bilionário e que carece de alternativas para casos complexos.

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