O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou na quarta-feira (22) que a legenda não pretende disputar a eleição presidencial com uma chapa formada apenas por integrantes do partido. Em entrevista ao jornal O Globo, ele disse que o objetivo é encontrar um candidato a vice-presidente de outra sigla, mas reconheceu que essa missão tem se tornado cada vez mais difícil.
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou na última quarta-feira (22) que a legenda não pretende disputar a eleição presidencial com uma chapa formada apenas por integrantes do partido. Em entrevista ao jornal O Globo, ele disse que o objetivo é encontrar um candidato a vice-presidente de outra sigla, mas reconheceu que essa missão tem se tornado cada vez mais difícil.

‘Dia triste para o Brasil’, afirma presidente do PL após condenação de Bolsonaro (Foto.: Beto Barata/ PL)
Segundo Valdemar, entre os principais partidos do Centrão, apenas o Republicanos ainda não descartou uma possível aliança.
“Difícil (achar um vice), mas vamos descobrir.”
O dirigente também voltou a afirmar que sua preferência é pela senadora Tereza Cristina (PP-MS). No entanto, tanto a parlamentar quanto o PP já demonstraram resistência em participar do projeto político.
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Michelle Bolsonaro e cenário político
Durante a entrevista, Valdemar comentou que a resistência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em apoiar a candidatura do enteado acabou prejudicando a pré-campanha.
Segundo ele, Michelle reúne condições para disputar uma vaga no Senado e acredita que ela entrará na corrida eleitoral.
“Eu acho que a Michelle vai ser candidata. Estou torcendo. Michelle tem tudo para ser eleita senadora. Quando ela falou que não queria ser candidata atrapalhou um pouco. Mas eu não tenho dúvida de que vai ser candidata.”
Valdemar contou ainda que esteve com Michelle na semana passada e afirmou que ela está disposta a disputar as eleições, mas espera uma manifestação de Flávio Bolsonaro.
O presidente do PL também disse acreditar que Michelle dificilmente participará da convenção nacional do partido, embora considere essencial uma reaproximação entre os dois.
“Queria que ela fosse à convenção, mas tudo bem. Precisa ver isso. É difícil. Problema de família é um inferno.”
Valdemar descarta troca de candidato e rebate críticas
Na entrevista, Valdemar descartou substituir Flávio Bolsonaro como nome do partido, mesmo diante de possíveis desgastes políticos. Ele também minimizou os efeitos do caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e afirmou que, caso Jair Bolsonaro pudesse participar da campanha, ajudaria o PL a eleger cerca de oito senadores a mais.
O presidente da legenda ainda reconheceu que Flávio enfrenta dificuldades nas articulações políticas e comentou os relatos de que o senador concentra as decisões da campanha em um grupo restrito.
Ataques a Kassab e resposta a influenciador
Questionado sobre as investigações da Polícia Federal e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que bloqueou até R$ 119 milhões em seus recursos por suposto uso irregular de emendas parlamentares, Valdemar negou qualquer irregularidade.
Ele também criticou duramente o presidente do PSD, Gilberto Kassab, após a defesa do dirigente afirmar ao STF que ele não participa das negociações envolvendo emendas parlamentares.
“Ele mentiu para caramba na resposta. É um desqualificado. Ele era ministro da Dilma. Na véspera do impeachment, pediu demissão, e todo o PSD votou a favor do impeachment. No dia seguinte, virou ministro de Temer. Kassab é frouxo.”
Valdemar ainda respondeu às críticas feitas pelo influenciador Paulo Figueiredo, aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que o apelidou de “Gagádelmar”.
“É um doido varrido e não tem voto.”
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