O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta quinta-feira (23) que confia nas urnas eletrônicas, mas defendeu a impressão de 5% dos votos para conferência como forma de ampliar a transparência do processo eleitoral. Durante agenda em São Paulo, o governador de Minas Gerais também defendeu maior flexibilização das relações de trabalho, criticou a política externa do governo federal diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos e afirmou que, se eleito, buscará retomar as negociações com o governo norte-americano.

Zema nega ser vice-presidente de Flávio (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Zema nega ser vice-presidente de Flávio (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

O pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta quinta-feira (23) que acredita na possibilidade de fraudes em urnas eletrônicas, mas disse não considerar que eventuais irregularidades sejam capazes de alterar o resultado de uma eleição.

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A declaração foi feita antes de um café da manhã com dirigentes da Associação Paulista de Supermercados (Apas), realizado na capital paulista.

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Segundo Zema, uma forma de ampliar a confiança no sistema eleitoral seria realizar uma auditoria por meio da impressão de parte dos votos.

“Pegar 5% das urnas, imprimir e depois conferir sanaria todas as dúvidas, mas eu confio muito. Pode ter fraude? Pode. Mas nada que possa impactar o resultado de uma eleição”, afirmou.

Não comentou fala de Flávio Bolsonaro

Na quarta-feira (22), o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, voltou a questionar o sistema de urnas eletrônicas.

Questionado sobre as declarações do parlamentar, Zema preferiu não comentar o posicionamento do adversário político.

Reunião com supermercadistas

Durante o encontro com representantes da Apas, o governador mineiro ouviu reivindicações do setor supermercadista.

Entre os principais pedidos apresentados estavam a criação de um Conselho Nacional do Varejo, para ampliar a participação do setor na elaboração de políticas públicas, e a modernização da legislação trabalhista.

Sobre o tema, Zema defendeu um modelo que permita ao trabalhador escolher livremente a quantidade de horas trabalhadas.

“O brasileiro já tem maturidade para escolher. Se ele quer trabalhar 30, 40, 50 ou 55 horas por semana, dependendo do que ele ganha e da vida que quer levar, precisamos olhar para o futuro e dar opção às pessoas, em vez de manter uma legislação que engessa o setor produtivo e a vida dos brasileiros”, declarou.

Críticas ao governo sobre tarifaço dos EUA

O pré-candidato também voltou a criticar a condução do governo federal nas relações com os Estados Unidos após o anúncio do tarifaço sobre produtos brasileiros.

Segundo Zema, o Brasil deve manter boas relações comerciais com diferentes países e evitar dependência excessiva de um único parceiro econômico.

“O Brasil precisa tratar todos bem e está criando um problema que, no futuro, pode nos prejudicar muito, que é uma dependência excessiva da China. Nunca é bom concentrar boa parte das exportações em apenas um cliente”, afirmou.

Promessa de retomar negociações

Caso seja eleito presidente da República, Zema afirmou que buscará retomar imediatamente o diálogo com o governo norte-americano para discutir as tarifas impostas aos produtos brasileiros.

Após a agenda com a Apas, o governador também participou de reunião com representantes do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Grandes Estruturas no Estado de São Paulo e, na sequência, seguiu para Porto Alegre, onde cumprirá novos compromissos de pré-campanha.

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