Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23), uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos de países que, segundo o governo americano, não adotam medidas suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. O Brasil está entre os 38 países atingidos pela medida. Mas, afinal, essa nova taxa vai deixar os produtos mais caros no Brasil?

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Redes Sociais.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Redes Sociais.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23), uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos de países que, segundo o governo americano, não adotam medidas suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. O Brasil está entre os 38 países atingidos pela medida. Mas, afinal, essa nova taxa vai deixar os produtos mais caros no Brasil?

Lula e Trump na Casa Branca - Foto: Reprodução/PR

Nova tarifa dos Estados Unidos atinge produtos brasileiros exportados ao país. Foto: Reprodução/PR.

A resposta é: não de forma imediata. Como a tarifa é cobrada sobre produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos, quem paga diretamente é o importador americano. O efeito para o consumidor brasileiro depende das consequências que isso pode trazer para as empresas exportadoras e para a economia.

O que muda na prática?

A nova cobrança aumenta o custo para empresas americanas comprarem determinados produtos brasileiros. Se essas exportações diminuírem, empresas brasileiras podem vender menos para os EUA, reduzindo faturamento, investimentos e até contratações em alguns setores.

Especialistas explicam que esse tipo de medida costuma afetar primeiro as empresas exportadoras e só depois, dependendo do cenário, pode ter reflexos sobre empregos, renda e preços.

Vai aumentar o preço dos produtos?

Por enquanto, não há previsão de aumento generalizado dos preços no Brasil por causa dessa tarifa. Isso acontece porque a cobrança é feita sobre produtos destinados ao mercado americano, e não sobre mercadorias vendidas aos consumidores brasileiros.

Além disso, alimentos como carne, além de petróleo, gás e fertilizantes, ficaram fora dessa nova rodada de tarifas, reduzindo um possível impacto imediato sobre itens do dia a dia.

A medida não atingiu apenas o Brasil. Entre os países que também receberam a tarifa de 12,5% estão China, Austrália, Chile, Colômbia, Israel, Noruega, Nova Zelândia, Rússia, África do Sul, Singapura, Uruguai e Vietnã, entre outros. Já Argentina, Canadá, México, Índia, Reino Unido, Bangladesh e Indonésia ficaram na faixa de 10%.

Quais podem ser os efeitos?

Caso as exportações brasileiras para os Estados Unidos diminuam significativamente, alguns setores podem sentir os impactos.

Entre os possíveis efeitos estão:

  • redução das vendas para o mercado americano;
  • menor produção em alguns segmentos;
  • desaceleração de investimentos;
  • impacto sobre empregos em setores exportadores.

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Ainda assim, economistas destacam que tudo dependerá da duração da medida e da reação do governo brasileiro.

Governo promete reação

Após o anúncio, o governo brasileiro informou que rejeita a nova tarifa e afirmou que pretende utilizar os mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica.

A medida entra em vigor nesta sexta-feira (24), mas produtos que já estavam em trânsito para os Estados Unidos poderão entrar no país sem a cobrança adicional até o dia 28.

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