As buscas por João Gabriel, de 5 anos, seguem mobilizando uma ampla força-tarefa em Araucária (PR). De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fato de o menino ser autista e não verbal exige uma estratégia específica, já que ruídos de helicópteros e drones podem fazê-lo se esconder ainda mais, enquanto a falta de comunicação verbal dificulta o contato com as equipes. Por isso, os bombeiros concentram esforços principalmente nas buscas terrestres e no trabalho dos cães farejadores.

João Gabriel (Foto: reprodução)
João Gabriel (Foto: reprodução)

As buscas por João Gabriel, de 5 anos, seguem mobilizando uma grande força-tarefa em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O menino está desaparecido desde a manhã do último domingo (26), e, mais de 24 horas após o início da operação, as equipes continuam ampliando os trabalhos na tentativa de encontrá-lo.

João Gabriel desaparecido (Foto: reprodução)

O Corpo de Bombeiros reforçou o efetivo empregado na ocorrência e expandiu a área de varredura para cerca de um quilômetro. As buscas são realizadas simultaneamente em regiões de mata, áreas de vegetação densa e lagos, considerados pontos estratégicos pelos socorristas.

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Características de João Gabriel exigem estratégia especial

Segundo o Corpo de Bombeiros, as características de João Gabriel, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e sem comunicação verbal funcional, exigem uma estratégia de busca adaptada à sua condição. Esse perfil influencia diretamente a atuação das equipes e a escolha dos recursos empregados na operação.

Os militares explicam que sons de grande intensidade, como os gerados por helicópteros e drones, podem provocar desconforto ou medo na criança, levando-a a buscar refúgio em locais mais afastados e de difícil acesso. Além disso, a ausência de comunicação verbal pode fazer com que João Gabriel não reaja aos chamados realizados pelos socorristas.

Cães farejadores ganham papel fundamental na operação

Diante desse cenário, as buscas em solo e o trabalho dos cães farejadores são considerados fundamentais para aumentar as chances de localização do menino, permitindo uma varredura mais detalhada das áreas percorridas.

A força-tarefa reúne profissionais do Corpo de Bombeiros, das polícias Civil e Militar, da Guarda Municipal, além de voluntários e moradores da região. As autoridades afirmam que toda a estrutura disponível permanece mobilizada para localizar João Gabriel o mais rápido possível.

(Foto: Reprodução)

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Paralelamente, uma denúncia sobre o possível avistamento de uma criança com características semelhantes às do menino levou ao deslocamento de equipes do Corpo de Bombeiros, da Guarda Municipal, das polícias Civil e Militar e de motociclistas que participam da operação. A informação segue sendo verificada pelas autoridades.

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O que é o autismo não verbal?

O autismo não verbal é uma condição em que pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentam limitações significativas ou ausência da linguagem falada como principal forma de comunicação.

Embora não utilizem a fala para expressar pensamentos, necessidades ou emoções, elas podem recorrer a outros meios, como gestos, expressões faciais, figuras, dispositivos de comunicação alternativa e diferentes formas de interação.

Estudos apontam que aproximadamente 25% a 30% das crianças com TEA desenvolvem pouca ou nenhuma linguagem oral ao longo da infância. Essa característica pode representar desafios no processo de comunicação e na aquisição da fala, exigindo estratégias específicas de apoio e acompanhamento por parte de familiares, educadores e profissionais especializados.

Especialistas destacam, no entanto, que a ausência da comunicação verbal não deve ser confundida com falta de compreensão. Em muitos casos, pessoas com autismo não verbal conseguem entender o que lhes é dito, processar informações e interagir com o ambiente, ainda que encontrem dificuldades para responder por meio da fala.

Por isso, é essencial respeitar suas formas de comunicação e adotar abordagens que favoreçam sua participação e expressão.

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