A pediatra Patrícia Barbosa, do município de Itapipoca (CE), comentou os detalhes sobre o caso da bebê Helena, morta aos dez meses, após ser violentada sexualmente. A doutora explicou a importância de fiscalização e cuidados dos pais com as crianças a fim de evitar episódios traumáticos.

Pediatra faz alerta sobre cuidados com crianças após repercussão do Caso Helena

A pediatra Patrícia Barbosa, do município de Itapipoca, localizada a 130 km de Fortaleza (CE), lamentou o episódio envolvendo a bebê Helena, de dez meses, que morreu na última segunda-feira (13), em tragédia que aconteceu em bairro da capital cearense.

Pediatra Patrícia Barbosa

Pediatra comenta tragédia (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Segundo a doutora, que publicou um vídeo em seu perfil nas redes sociais, é imprescindível que mães e familiares façam uma fiscalização total sobre seus filhos, principalmente em relação às pessoas com quem eles tem contato.

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Pediatra demonstrou emoção com caso

Logo no início, Patrícia revelou também ser mãe, e demonstrou emoção ao comentar o episódio, tendo dificuldade inclusive para gravar o conteúdo divulgado.

“Confesso que já gravei e apaguei milhares de vezes, porque não consigo parar de chorar. É impossível segurar as lágrimas, porque o coração de mãe e pediatra sangra, dói vendo esse tipo de notícia. Uma criança passando por algo que nunca deveria passar”, contou.

Cuidados com os filhos

Em seguida, a pediatra ressaltou a importância em fiscalizar, a todo momento, o acesso e contato de outras pessoas com seus filhos, além de observar possíveis mudanças de comportamento.

“É importante demais a gente saber quem está convivendo com nossos filhos, observar cada comportamento, cada gesto, e nunca ignorar sinais, porque eles já estão presentes, às vezes disfarçados, mas estão lá”, disse. “Nenhuma confiança deve ser cega quando o assunto é proteger os filhos. Que essa notícia sirva pra nos fazer pensar mais, refletir e proteger melhor”, ressaltou Patrícia.

Caso Helena

Segundo depoimento prestado pela mãe da bebê às autoridades, ela acordou nas primeiras horas da manhã de segunda-feira e percebeu que a filha não reagia. Inicialmente, a mulher acreditou que a criança estivesse engasgada.

Ela relatou ainda ter encontrado um dos suspeitos sobre a menina no momento em que percebeu a situação. Diante disso, procurou equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que estavam nas proximidades do condomínio.

A criança deu entrada em uma unidade de saúde e, durante atendimento médico, profissionais identificaram indícios de suposta violência sexual, o que levou o caso a ser tratado com extrema gravidade pela Polícia Civil do Ceará. A morte foi constatada no local.

O caso segue em investigação. Até o momento, a causa oficial da morte ainda não foi confirmada e depende da conclusão do laudo pericial produzido pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

De acordo com os autos, cinco pessoas estavam no apartamento durante a madrugada que antecedeu a morte de Helena: a mãe da criança, o homem apontado por ela como um relacionamento recente, um primo dele e outros dois familiares. As circunstâncias do que ocorreu no imóvel ainda estão sendo apuradas pela Polícia Civil.

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Prisões e investigação

Dois homens, de 22 e 26 anos, foram presos em flagrante e conduzidos à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca), da Polícia Civil do Ceará. Um deles seria o rapaz apontado pela mãe como relacionamento recente; o outro é primo dele.

Ambos foram autuados por estupro de vulnerável seguido de morte e, segundo a Dceca, foram conduzidos à delegacia apresentando sinais de embriaguez. As identidades dos dois não foram divulgadas pelas autoridades, que informaram que os suspeitos permanecem detidos em cela isolada.

Além da dupla presa, outras pessoas que estavam no apartamento na madrugada do crime também foram levadas para prestar esclarecimentos à polícia. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que os depoimentos fazem parte das diligências iniciais para reconstruir a dinâmica dos fatos e identificar a responsabilidade de cada um dos envolvidos, incluindo quem estava com a bebê no momento do crime e quem a levou até a unidade de saúde.

Mãe é alvo de ataques nas redes sociais

Desde que o caso ganhou repercussão, a mãe de Helena tem sido alvo de ataques em redes sociais, com internautas atribuindo a ela responsabilidade pela morte da filha. Familiares da bebê vieram a público para relatar o histórico de saúde da criança desde o nascimento e pedir cautela nas manifestações sobre o caso enquanto a investigação está em curso.

Repercussão

A morte de Helena gerou forte comoção em Fortaleza e no restante do país, com manifestações de indignação nas redes sociais e cobranças por justiça. A menina foi sepultada na terça-feira (14).

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