A defesa da mãe da bebê Helena afirmou que ela vivia uma rotina de sobrecarga antes da morte da filha, de 10 meses. Segundo o advogado Weryd Simões, a mulher era a principal responsável pelos cuidados da criança e não contava com apoio constante do pai.
A defesa da mãe da bebê Helena afirmou que ela vivia uma rotina de sobrecarga antes da morte da filha, de 10 meses. Segundo o advogado Weryd Simões, a mulher era a principal responsável pelos cuidados da criança e não contava com apoio constante do pai.

Advogado Weryd Simões representa a mãe da bebê Helena. Foto: Reprodução.
Durante entrevista ao Bacci Notícias, Weryd Simões afirmou que a mãe conciliava os cuidados com Helena e as tarefas da casa, realidade que, segundo ele, é vivida por muitas mulheres.
O advogado afirmou que a cliente “desempenhava sozinha o papel de cuidado” e que, na madrugada da morte da criança, tentou apenas oferecer mais conforto à filha.
“Quem é pai, quem é mãe, sabe como é difícil cuidar de um bebê pequeno. Ela desempenhava essa dupla jornada sem apoio”, declarou.
Defesa rebate críticas direcionadas à mãe
Segundo Weryd Simões, a cliente passou a ser responsabilizada publicamente antes da conclusão da perícia oficial. Ele afirmou que a mulher sofreu ataques nas redes sociais enquanto enfrentava o luto pela perda da filha.
O advogado também declarou que, durante a investigação, não foi considerado o contexto em que a mãe vivia nem a ausência de uma rede de apoio para os cuidados com a bebê.
Pai também é citado pela defesa
Durante a entrevista, Weryd Simões afirmou que poucas pessoas questionaram a participação do pai na rotina de cuidados com Helena. Segundo ele, o foco das críticas ficou concentrado exclusivamente na mãe.
“Quantas vezes alguém da família se posicionou? O próprio pai? Hoje ela conta com o apoio da família, mas antes ela desempenhava sozinha esses cuidados”, afirmou o advogado.
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Ele ressaltou ainda que essa questão deverá ser considerada durante a apuração dos fatos.
Laudo mudou o rumo da investigação
A investigação teve uma reviravolta nesta sexta-feira (17), após a divulgação do laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). O exame apontou que Helena morreu por asfixia e descartou a hipótese de violência sexual, que havia motivado as prisões iniciais dos dois investigados.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), os exames não identificaram vestígios de sêmen nem material genético dos dois homens no corpo da bebê.
Também não foram encontradas evidências de violência sexual no exame sexológico ou de álcool e drogas nas amostras coletadas da criança.
Com a conclusão da perícia, a Polícia Civil reclassificou o caso para homicídio culposo, enquanto as circunstâncias da morte seguem sendo apuradas.
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