Em entrevista exclusiva ao portal Bacci Notícias, o advogado Weryd Simões, que representa a mãe da bebê de 10 meses, afirmou que ainda não pode atuar como assistente de acusação, pois o caso segue em fase de inquérito policial e não há ação penal em andamento. A defesa criticou a condução das investigações, alegando que as prisões ocorreram antes da conclusão da apuração, e destacou o sofrimento enfrentado pela mãe, que, segundo o advogado, precisou deixar a própria casa após a tragédia.

Bebê Helena (Foto: Reprodução)
Bebê Helena (Foto: Reprodução)

Em uma entrevista exclusiva ao portal Bacci Notícias, o advogado Weryd Simões que representa a mãe da bebê, contou nesta sexta-feira (17), que neste momento, não é possível atuar como assistente de acusação porque ainda não existe uma ação penal em andamento.

Foto: Reprodução/Redes sociais.

Segundo ele, essa participação só pode ocorrer após o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público e o início formal do processo judicial.

De acordo com a defesa, até agora o caso permanece na fase de investigação, com a condução de um inquérito policial. O advogado destacou que, embora dois suspeitos tenham sido presos, a apuração dos fatos deveria anteceder qualquer medida de responsabilização definitiva.

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Prisões antes da conclusão da investigação

O advogado afirmou que, até o momento, o caso permanece na fase de inquérito policial e destacou que as duas prisões decretadas ocorreram ainda durante o curso das investigações.

Na avaliação da defesa, o procedimento correto seria concluir a apuração dos fatos antes da adoção de medidas punitivas, motivo pelo qual manifestou preocupação com a forma como o caso foi conduzido até agora.

Para o advogado, “houve uma inversão no procedimento esperado, já que, em seu entendimento, as prisões ocorreram antes da conclusão das investigações”.

Ele sustentou que essa situação provocou impactos profundos na vida dos envolvidos, atingindo a imagem pública, os vínculos familiares e outros aspectos pessoais em um momento marcado pela dor da perda.

O advogado também afirmou que a mãe da criança tem enfrentado um intenso sofrimento desde a tragédia e criticou a falta de acolhimento direcionado a ela.

Conforme declarou, a mulher, que afirma ter sido vítima de diferentes formas de violência, não recebeu o suporte necessário para lidar com as consequências emocionais e psicológicas do caso.

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Defesa diz que mãe precisou deixar a própria casa

O advogado da mãe da bebê declarou que não pode divulgar detalhes sobre o sofrimento vivido por sua cliente em razão das garantias previstas na legislação, que resguardam a privacidade e a dignidade de mulheres vítimas de violência. Segundo ele, revelar essas informações significaria desrespeitar a proteção legal assegurada à mulher.

A defesa ressaltou que a mãe já enfrentou uma série de dificuldades desde a morte da filha. Além do impacto emocional provocado pela tragédia, ela precisou deixar a própria residência às pressas.

“Além de ter perdido a filha, de ter precisado sair do seu lar, sem condição, nem sequer de pegar o próprio documento, a mãe não teve condição de pegar a certidão de nascimento dos filhos”, contou.

O representante da mulher afirmou ainda que, em respeito às normas legais, não tornará públicos outros episódios relacionados ao caso. No entanto, informou que providências judiciais já estão sendo adotadas contra pessoas que, de forma direta ou indireta, teriam promovido ataques e ofensas à mãe da criança.

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