Os advogados de Jair Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser, deixaram o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (10) logo após a ministra Cármen Lúcia proferir voto e consolidar a maioria pela condenação do ex-presidente por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado. Bueno evitou falar com a imprensa ao deixar o local.
Os advogados Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser, que representam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deixaram o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (10) logo após a ministra Cármen Lúcia votar e formar maioria pela condenação do ex-presidente na chamada trama golpista.
A saída ocorreu de forma discreta, enquanto a sessão ainda estava em andamento. Bueno se recusou a conversar com jornalistas que aguardavam na saída do prédio e seguiu diretamente para seu carro, acompanhado por Tesser.
A Primeira Turma do STF formou maioria para condenar Bolsonaro e outros sete aliados por crimes de organização criminosa, golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O relator Alexandre de Moraes foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux divergiu, votando pela absolvição do ex-presidente.
Ainda falta a definição das penas — a chamada dosimetria — que deve ocorrer nesta sexta-feira (12) e levará em conta o grau de participação de cada um dos réus.
Condenados
Além de Bolsonaro, também foram condenados Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens da Presidência), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022).
