Um alerta emitido por um relógio inteligente levou um analista de tecnologia de 35 anos a procurar atendimento médico e descobrir uma alteração cardíaca que exigiu internação hospitalar imediata em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.
Um alerta emitido por um relógio inteligente levou um analista de tecnologia de 35 anos a procurar atendimento médico e descobrir uma alteração cardíaca que exigiu internação hospitalar imediata em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

Analista procurou atendimento médico após receber alerta em relógio inteligente. Foto: Arquivo Pessoal.
Robson de Oliveira Cardoso contou que estava em casa, se preparando para dormir, quando recebeu uma notificação informando que sua frequência cardíaca estava acima do normal.
Apesar do aviso, ele não sentiu nenhum sintoma que indicasse um problema de saúde. Inicialmente, Robson acreditou que o aparelho estivesse apresentando algum erro.
“Já estava deitado assistindo a alguns vídeos quando o smartwatch alertou: ‘Alerta de frequência cardíaca alta’. De início, pensei que o relógio estava marcando errado”, relatou.
Segundo aviso acendeu alerta
Cerca de dez minutos depois, uma nova notificação apareceu no relógio. Desta vez, o analista decidiu não ignorar o aviso e procurou atendimento médico.
Ao chegar à unidade de saúde, os profissionais identificaram que ele estava com cerca de 160 batimentos por minuto. Em casa, o relógio havia registrado aproximadamente 130 batimentos.
Após exames iniciais, um eletrocardiograma confirmou que Robson apresentava fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca que pode aumentar o risco de complicações se não for tratada adequadamente.
Internação para monitoramento
Diante do diagnóstico, os médicos iniciaram o tratamento medicamentoso para tentar reverter a alteração cardíaca.
Como o quadro persistiu por mais de duas horas, Robson precisou ser transferido para o Hospital de Base de São José do Rio Preto. Antes da remoção, os batimentos voltaram ao normal, mas a equipe médica optou pela internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para monitoramento.
Durante a internação, o paciente realizou exames como ecocardiograma, raio-X e análises laboratoriais. Segundo ele, todos os resultados apresentaram normalidade.
Tecnologia ajudou no diagnóstico
A permanência no hospital durou apenas um dia. Após receber alta, Robson iniciou acompanhamento com um cardiologista e passou a utilizar medicações para controle do ritmo cardíaco.
Ele afirma que os próprios profissionais de saúde destacaram a importância da tecnologia para identificar alterações precocemente.
“Dos enfermeiros aos médicos, todos comentaram como a tecnologia desses aparelhos pode ajudar e contribuir para que a pessoa procure atendimento logo no início”, contou.
O que é fibrilação atrial?
A fibrilação atrial é uma alteração no ritmo do coração que provoca batimentos irregulares e, em muitos casos, acelerados. Embora algumas pessoas apresentem sintomas como falta de ar, tontura e palpitações, outras podem não perceber nenhuma mudança, como aconteceu com Robson.
Leia também:
O diagnóstico precoce é considerado fundamental para reduzir o risco de complicações, incluindo acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.
Frequência cardíaca merece atenção
De acordo com especialistas, a frequência cardíaca normal em repouso para a maioria dos adultos varia entre 60 e 100 batimentos por minuto.
Valores persistentemente acima dessa faixa, especialmente quando acompanhados de sintomas, devem ser avaliados por profissionais de saúde.
No caso de Robson, a decisão de confiar nos alertas do relógio inteligente foi determinante para a descoberta do problema.
“Não achei que fosse verdade quando apareceu a primeira notificação. Mas, depois do segundo alerta, percebi que realmente havia algo errado. Se eu tivesse ignorado, talvez a situação pudesse ter sido diferente”, afirmou.
Embora não substituam exames médicos ou diagnósticos profissionais, aparelhos como smartwatches podem servir como ferramentas complementares para monitoramento e alerta de condições que exigem avaliação especializada.
Leia mais no Bacci Notícias:
