O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão do empresário e piloto Willian Frederico Jaeger, condenado a cinco anos por participação nos bloqueios de rodovias após as eleições de 2022. A decisão foi tomada após o esgotamento de todos os recursos judiciais.

Foto: Rosinei Coutinho/STF.
Foto: Rosinei Coutinho/STF.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão do piloto de automobilismo e empresário Willian Frederico Jaeger, após a condenação definitiva a cinco anos de reclusão. A decisão foi tomada depois do encerramento de todas as possibilidades de recurso na Justiça.

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Piloto e empresário (Reprodução/Redes Sociais)

O caso está relacionado aos bloqueios de rodovias registrados após as eleições de 2022. As ações ocorreram na BR-470, no município de Rio do Sul, localizado na região do Alto Vale do Itajaí, entre o final de outubro e o início de novembro daquele ano.

Durante a operação para liberação da via, o empresário foi detido em flagrante, acusado de agredir agentes da Polícia Rodoviária Federal que atuavam na desobstrução da estrada.

Cumprimento da pena

De acordo com a determinação deAlexandre de Moraes, o empresário Willian Frederico Jaeger deverá ser detido pela Polícia Federal e encaminhado ao sistema prisional, onde iniciará o cumprimento da pena em regime semiaberto.

As apurações indicam que ele teve atuação direta nos bloqueios de rodovias ocorridos após o processo eleitoral de 2022. As interdições atingiram pontos importantes em Santa Catarina, provocando impactos no tráfego e exigindo a atuação de forças de segurança para a liberação das vias.

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Ataque aos agentes

Durante a operação de desobstrução da BR-470, Willian Frederico Jaeger teria lançado objetos, como pedras, e utilizado estruturas metálicas para atingir agentes da Polícia Rodoviária Federal. Os policiais foram atingidos na região da cabeça, mas o uso de equipamentos de proteção evitou consequências mais graves.

Na ocasião, ele foi detido em flagrante, porém acabou liberado após o pagamento de fiança fixada em R$ 50 mil. O caso foi posteriormente encaminhado ao Supremo Tribunal Federal por estar relacionado a investigações mais amplas envolvendo atos considerados antidemocráticos, incluindo desdobramentos ligados aos eventos de 8 de janeiro.

Ao final do processo, Jaeger foi condenado por associação criminosa e por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, crimes ligados à participação nos bloqueios de rodovias no período pós-eleitoral.

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