O ataque a tiros que deixou dois adolescentes mortos e três feridos na Escola Estadual Luiz Felipe, em Sobral (CE), no dia 25 de setembro, foi motivado por um conflito entre facções criminosas da região. O inquérito policial, divulgado nesta segunda-feira (29) pelo G1, aponta que o crime está ligado à rivalidade entre o PCC e o Comando Vermelho (CV), e que uma das vítimas era fornecedora de drogas na escola.

Dois alunos morrem baleados e dois são feridos a tiros em escola em Sobral, no interior do Ceará — Foto: Mateus Ferreira/TV Verdes Mares
Dois alunos morrem baleados e dois são feridos a tiros em escola em Sobral, no interior do Ceará — Foto: Mateus Ferreira/TV Verdes Mares

O ataque a tiros que deixou dois adolescentes mortos e três feridos na Escola Estadual Luiz Felipe, em Sobral, municipio do Ceará, no dia 25 de setembro, foi motivado por um conflito entre facções criminosas da região. O inquérito policial, divulgado nesta segunda-feira (29) pelo G1, aponta que o crime está ligado à rivalidade entre o PCC e o CV, e que uma das vítimas era fornecedora de drogas na escola.

O inquérito da Polícia Civil indica que Bruno Amorim Rodrigues, o primeiro suspeito preso, pertencia ao Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo rival de uma das vítimas, Victor Guilherme Sousa de Aguiar (vulgo ‘VG’), de 16 anos.

O documento aponta que Bruno havia sido “decretado” pelo Comando Vermelho (CV) por se recusar a abandonar o PCC e se aliar à facção rival, o que, na linguagem do crime, significa que ele estava jurado de morte. Já a vítima, VG, tinha envolvimento com o CV. Com ele, foi encontrada uma mochila com drogas e uma balança de precisão, confirmando que ele atuava como fornecedor de drogas na escola.

Vitor José Aguiar e Luiz Cláudio Oliveira que foram mortos em ataque numa escola em Sobral - Bacci Notícias

Vitor José Aguiar e Luiz Cláudio Oliveira que foram mortos em ataque numa escola em Sobral (reprodução/rede social)

Outra vítima do ataque, Luis Claudio, também fornecia drogas na instituição, segundo o depoimento de uma testemunha que é estudante da escola.

O ataque ocorreu durante o intervalo, quando o grupo de alunos baleados e outros estudantes estavam reunidos para consumir maconha.

Em depoimento, Bruno Amorim Rodrigues negou o envolvimento no ataque, alegando que estava em casa com a esposa. No entanto, ao ser procurado pelos policiais, ele pulou o muro de casa e foi encontrado escondido sob um lençol no canto de um cômodo da casa de uma vizinha. Questionado sobre a fuga, ele disse que “não sabe justificar o motivo do medo”.

A motocicleta utilizada no crime havia sido roubada sete dias antes do ataque e teve os pneus trocados. A polícia continua as buscas pelo segundo homem envolvido no crime.

Vídeos curtos

Mais lidas