A equipe de Amado Batista negou as acusações após o cantor aparecer na “lista suja” do trabalho escravo. Segundo a defesa, as irregularidades envolveram quatro funcionários de uma empresa terceirizada em uma fazenda arrendada em Goiás. O cantor assinou um TAC com o Ministério Público do Trabalho e afirma estar regularizando a situação.
A equipe do cantor Amado Batista se pronunciou pela primeira vez após o nome do artista ser incluído na “lista suja” do trabalho escravo, atualizada e divulgada pelo governo federal nesta segunda-feira (6).
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Em comunicado enviado à imprensa, a equipe afirmou que as informações são falsas. Amado Batista foi citado em duas autuações: Sítio Esperança e Sítio Recanto da Mata, ambos em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia (GO). Os casos teriam ocorrido em 2024.
“A informação é completamente falsa e inverídica. Não houve resgate de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente”, iniciou a nota.
De acordo com o comunicado, houve apenas uma fiscalização em uma fazenda arrendada pelo cantor, na qual foram identificadas irregularidades envolvendo quatro trabalhadores ligados a uma empresa terceirizada, responsável pela abertura da área de plantio.
“Ocorreu uma fiscalização em uma fazenda ‘arrendada’ pelo senhor Amado [Batista] para o plantio de milho, na qual foram identificadas irregularidades na contratação de quatro colaboradores.”
Amado Batista busca acordo com o MPT
A assessoria informou ainda que o caso resultou na assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), com o pagamento integral das obrigações trabalhistas. Segundo o texto, medidas administrativas já estão sendo tomadas para o encerramento de eventuais autuações.
“Estão sendo tomadas todas as providências administrativas para o encerramento de todo e qualquer procedimento de autuação”, completou a nota.
O que é a “lista suja”
A chamada “lista suja” é um cadastro público atualizado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, geralmente nos meses de abril e outubro. O documento reúne empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão e serve como instrumento de transparência e combate a esse tipo de prática.
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