Novos vídeos mostram Ronaldo Alves de Oliveira, de 46 anos, enviando mensagens com ameaças à própria enteada. A criança de 9 anos foi envenenada pelo padrasto e teve a morte confirmada no dia 27 de março, em Alto Horizonte, na região norte de Goiás.
Novos vídeos mostram Ronaldo Alves de Oliveira, de 46 anos, enviando mensagens com ameaças à própria enteada. A criança de 9 anos foi envenenada pelo padrasto e teve a morte confirmada no dia 27 de março, em Alto Horizonte, na região norte de Goiás.
Segundo informações da TV Anhanguera, a mãe de Weslenny Rosa Lima, Nádia Rosa Pimenta, afirmou que recebeu um vídeo com ameaças enviado pelo companheiro.
Nas imagens, Ronaldo aparece visivelmente emocionado e fala sobre “dar um jeito na vida dos outros”.
Em depoimento, a mãe da criança contou que o vídeo foi enviado com opção de visualização única. Segundo ela, o conteúdo pode ter sido uma ameaça direcionada a ela e aos filhos, já que o relacionamento era marcado por constantes tensões.
“Ele teria motivos de sobra para me atacar, porque eu já vinha falando há muito tempo que não dava mais. E ele não aceitava o fim. O meu medo é esse: para achar uma maneira de me atacar, ele ter atacado eles”, disse em entrevista à TV Anhanguera.
O delegado responsável pelo caso, Domênico Rocha, afirmou que o suspeito pode ter feito referência a si mesmo ao mencionar possíveis ataques contra os filhos de Nádia.

Padrasto é preso suspeito de envenenar arroz e matar menina de 9 anos em Goiás (Foto: Divulgação/PMGO)
Entenda o caso
De acordo com as investigações, duas crianças passaram mal após ingerirem arroz supostamente envenenado, preparado pelo padrasto.
A enteada, Weslenny, não resistiu e morreu no mesmo dia. Já o irmão foi socorrido e levado ao Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano, onde recebeu atendimento e teve alta médica na última semana.
Na casa da família, policiais encontraram uma panela com arroz misturado a grânulos escuros, com características de substância tóxica. Após exames da perícia, foi confirmada a presença de veneno no alimento.
No local, também foram encontrados quatro gatos mortos que, segundo a perícia, também teriam sido envenenados.
O padrasto está preso desde o dia 1º de abril e é investigado por feminicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio triplamente qualificado.
