Em uma de suas últimas postagens nas redes sociais, pouco antes de ser morto durante a ofensiva policial no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o jovem menciona falar com Deus.

Antes de morrer, Ravel do CV fez postagem sobre Deus

Yago Ravel, morto na megaoperação no Rio, fez uma publicação enigmática antes da morte. Em uma de suas últimas postagens nas redes sociais, pouco antes de ser morto durante a ofensiva policial no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o jovem menciona falar com Deus.

O jovem, apontado como integrante do Comando Vermelho (CV), teve a cabeça encontrada por moradores na manhã dessa quinta-feira (30), nas proximidades da Praça São Lucas. Na ocasião, dezenas de corpos foram deixados no local.

“Eu converso com Deus, mesmo que eu ande entre os pecados”, foi o que escreveu o jovem de 19 no post em sua página no TikTok. Na imagem, Yago aparece fumando um cigarro, enquanto uma música toca na publicação.

Corpo foi identificado após descoberta macabra

A cabeça de Ravel foi localizada na mesma área onde dezenas de corpos foram deixados após a ação das forças de segurança, considerada a mais letal da história do estado. A operação resultou em dezenas de mortes e permanece sob investigação do Ministério Público, que apura possíveis excessos e violações de direitos humanos por parte dos agentes.

Quem era Yago Ravel Rodrigues

Apontado pelas autoridades como responsável pela “contenção” de uma das comunidades do Complexo da Penha — função atribuída a criminosos que controlam acessos e reagem a incursões policiais -, Ravel era conhecido por usar explosivos e granadas.

Nas redes sociais, exibia uma rotina de ostentação: aparecia com armas de fogo, motos e joias. Em sua biografia no perfil, dizia ter “nascido para ser sozinho”.

Entre o crime e a vida pessoal

Apesar da imagem associada ao tráfico, Ravel também publicava registros pessoais. Uma das fotos mostrava uma criança identificada como sua filha, com a legenda “princesa do pai”. A postagem contrastava com o estilo violento das demais publicações e indicava o duplo aspecto de sua vida – entre a criminalidade e a paternidade.

Investigação segue em andamento

O Instituto Médico-Legal (IML) trabalha na identificação dos corpos encontrados após a operação. Ainda não há confirmação oficial se o fragmento localizado nesta quinta-feira será incluído na contagem final das vítimas.
O Ministério Público do Rio de Janeiro acompanha as apurações sobre a ação policial, que mobilizou centenas de agentes e deixou rastros de violência em diversas comunidades da Zona Norte.

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