O nome de Elize Matsunaga voltou a ganhar destaque após o lançamento da série Tremembé, da Prime Video, que retrata histórias de detentas célebres do sistema prisional brasileiro. A produção reacendeu o interesse público por uma das figuras mais conhecidas do país e revelou uma nova fase da vida de Elize: a de motorista de aplicativo.
Segundo o jornalista e biógrafo Ullisses Campbell, Elize vive atualmente em Franca, no interior de São Paulo, e trabalha cadastrada em uma empresa de transporte sob o nome de Elize Araújo Giacomini. O registro está regular e conta com uma avaliação positiva de 4,80 estrelas, o que indica boa aceitação entre os passageiros. A empresa confirmou a existência do cadastro, mas não informou se ela segue ativa na função.
Condenada pela morte e esquartejamento do marido, o empresário Marcos Matsunaga, em 2012, Elize ficou presa por cerca de uma década no presídio de Tremembé, conhecido por abrigar mulheres envolvidas em crimes de grande repercussão. Em maio de 2022, ela obteve a progressão de pena e passou a cumprir o restante da sentença em regime aberto.
Desde então, a rotina da ex-detenta tem sido cercada de discrição. Relatos apontam que, após deixar a prisão, Elize trabalhou em uma obra civil e viveu um breve relacionamento com um pintor, com quem chegou a ser vista em bares de Franca.
A relação com a filha, hoje com 15 anos, segue distante. A adolescente vive com os avós paternos desde o crime. O avô, Mitsuo Matsunaga, move ações judiciais para obter a guarda definitiva e retirar o nome de Elize da certidão de nascimento da neta. Segundo ele, a jovem só poderá decidir sobre um eventual reencontro com a mãe quando completar 18 anos.
O biógrafo Ullisses Campbell destacou que Elize ainda enfrenta um desafio pessoal fora das páginas policiais: “Ela precisa fazer um acerto de contas com a filha, não para explicar por que matou o marido, mas por que matou o pai da menina.”
