O advogado Bruno Ferullo afirmou que ainda não teve acesso ao processo da Operação Vérnix, que investiga uma suposta rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Defensor de Marcola desde 2019, ele disse desconhecer os detalhes da investigação e afirmou que os familiares do líder da facção seguem foragidos fora do país. Ferullo também negou atuar na defesa de Deolane Bezerra.
O advogado Bruno Ferullo, responsável pela defesa de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, afirmou nesta quinta-feira (21) que ainda não teve acesso completo ao processo da Operação Vérnix, deflagrada pelo Gaeco de Presidente Prudente com apoio da Polícia Civil de São Paulo.

A investigação colocou no centro das apurações nomes ligados à cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital), incluindo familiares de Marcola e a influenciadora Deolane Bezerra.
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Em entrevista concedida após a operação, Ferullo afirmou que soube da ação apenas pela manhã e que ainda iria se inteirar dos detalhes da investigação.
“Pois bem, eu tomei conhecimento agora de manhã da operação. Vou me interar melhor do caso agora, pra saber do que se trata, em que parte que ele entra no processo, na investigação”, declarou.
Questionado sobre o motivo do novo mandado envolvendo Marcola, o advogado afirmou que ainda não sabe o que teria motivado a decisão judicial: “É justamente isso que eu vou me interar agora. Vou saber sobre essa questão agora”, disse.
Ao ser perguntado se a medida poderia representar uma estratégia para manter Marcola preso por mais tempo, Ferullo evitou comentar: “Eu não sei te informar, mas eu vou agora primeiro colher as informações”, afirmou.
Defesa afirma que familiares seguem foragidos
Durante a entrevista, Bruno Ferullo também comentou a situação de Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinha e sobrinho de Marcola, respectivamente.
Segundo ele, ambos seguem fora do país e não haviam sido presos até o momento da entrevista.
“Até onde eu sei, a Paloma e o Leonardo não foram presos”, declarou.
Questionado se algum integrante da família havia sido preso, o advogado respondeu: “Pelo quanto eu tenho conhecimento, não.”
Segundo a investigação, Paloma estaria na Bolívia e Leonardo em Madri, na Espanha. Os dois tiveram os nomes incluídos na Difusão Vermelha da Interpol.
Advogado nega ligação com defesa de Deolane
Ferullo também negou qualquer atuação na defesa da influenciadora Deolane Bezerra, que foi alvo de mandado de prisão cumprido em Barueri, na Grande São Paulo.
“Nenhuma. A Deolane tem o advogado dela, os advogados dela, eu sou pelo Marco”, afirmou.
Bruno Ferullo afirmou ainda que atua na defesa de Marcola desde 2019 e confirmou que também representa Paloma e Leonardo.
“Do Marco? Desde 2019”, disse.
Ao final da conversa, o advogado reforçou que deve voltar a falar após ter acesso aos autos da investigação.
Operação investiga suposta lavagem de dinheiro
A Operação Vérnix foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (21) e apura uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
Segundo o Ministério Público, o foco das investigações não está diretamente no tráfico de drogas ou em crimes violentos, mas em uma rede utilizada para ocultar patrimônio, movimentar recursos e reinserir valores de origem ilícita na economia formal.
A Justiça autorizou seis prisões preventivas, além de bloqueios patrimoniais e medidas cautelares contra empresas e bens ligados aos investigados.
Entre os alvos estão:
- Deolane Bezerra;
- Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola;
- Alejandro Camacho, irmão de Marcola;
- Everton de Souza, conhecido como “Player”;
- Paloma Sanches Herbas Camacho;
- Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
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