Nesta quarta-feira (15), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de ameaças diretas e afirmou que seu país responderá caso seja atacado. Durante a inauguração de um hospital infantil em Caracas, ele afirmou que, se houver agressão, haverá resposta, mas que isso não impede o trabalho cotidiano do país. Maduro ressaltou que um presidente é eleito para governar sua nação, não para seguir ordens externas, defendendo a soberania venezuelana.

Foto: reprodução/GettyImages
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos, nesta quarta-feira (15), de ameaças diretas e afirmou que seu país responderá caso seja atacado. Durante a inauguração de um hospital infantil em Caracas, ele afirmou que, se houver agressão, haverá resposta, mas que isso não impede o trabalho cotidiano do país.

Maduro ressaltou que um presidente é eleito para governar sua nação, não para seguir ordens externas, defendendo a soberania venezuelana.

A tensão entre Caracas e Washington aumentou após os Estados Unidos mobilizarem forças militares no Caribe, alegando o combate ao narcotráfico, mas a Venezuela vê essas ações como tentativa de intimidação. Em resposta, o governo venezuelano promoveu exercícios militares nos portos de La Guaira e Carabobo, envolvendo Forças Armadas, milícias e apoio social, em uma estratégia de “defesa, resistência e ofensiva permanente”.

Reunião no Conselho de Segurança da ONU

O país solicitou ainda uma reunião urgente ao Conselho de Segurança da ONU, afirmando possuir informações que apontam para um possível ataque armado dos EUA em curto prazo. A carta enviada pede que a ameaça à paz seja reconhecida e que medidas sejam tomadas para impedir qualquer intervenção.

Os Estados Unidos, por sua vez, reafirmam que suas operações visam o combate ao narcotráfico e acusam o governo venezuelano de envolvimento com cartéis de drogas.

Analistas apontam que a movimentação americana vai além do combate às drogas e pode fazer parte de uma estratégia de pressão política, conhecida como “diplomacia do canhoneo”, que combina força militar e diplomática para forçar mudanças no regime. Operações recentes resultaram na destruição de navios suspeitos e na morte de pelo menos 21 pessoas, segundo os EUA, enquanto grupos de direitos humanos criticam ações extrajudiciais e violação de normas internacionais.

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