Durante os primeiros meses de gestação, tudo parecia correr bem para Hannah Sachs (32), pesquisadora que vive em Ohio, nos Estados Unidos.
Durante os primeiros meses de gestação, tudo parecia correr bem para Hannah Sachs (32), pesquisadora que vive em Ohio, nos Estados Unidos. Mas, no ultrassom de 22 semanas, veio o susto: o bebê apresentava sinais de encefalocele, condição rara em que parte do cérebro se projeta por uma abertura no crânio.
Diagnóstico e nascimento
Apesar do medo, Hannah foi acompanhada de perto pelos médicos e deu à luz Liam, em março de 2023, sem complicações no parto.
“Vê-lo pela primeira vez foi um momento que guardarei para sempre. Ele era lindo, e sua mera presença era uma bênção”, contou em entrevista ao The Sun.
Logo após o nascimento, os médicos notaram uma grande bolsa de líquido na testa do bebê, que foi imediatamente levado à UTI Neonatal.
“Foi uma montanha-russa de emoções. Tudo o que me importava era que ele conseguisse viver fora do útero – o resto nós resolveríamos depois”, disse a mãe.
Após 13 dias internado, Liam recebeu alta, mas precisava de oxigênio suplementar. Duas semanas depois, foi diagnosticado com hidrocefalia grave, causada pelo acúmulo de líquido no cérebro, e precisou de uma cirurgia de emergência para drenagem.

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Cirurgias e recuperação
Aos seis meses, o bebê passou por uma cirurgia de 11 horas para remover a encefalocele e reconstruir o crânio. “Por causa do local onde a protuberância se formou, grande parte do crânio dele ficou deformada. Os médicos conseguiram corrigir boa parte durante o procedimento”, explicou Hannah.
Durante a recuperação, Liam ficou 11 dias internado, com os olhos inchados e fechados.
“Ele se assustava facilmente, porque não conseguia enxergar. Conversávamos com ele o tempo todo para tentar acalmá-lo. Mesmo sem entender as palavras, ele reconhecia nossas vozes e isso o confortava”, lembrou.
Apesar da cirurgia bem-sucedida, Liam foi diagnosticado aos 10 meses com paralisia cerebral, condição que afeta os movimentos e a coordenação motora.
“Não foi uma surpresa, mas é difícil aceitar que será algo para a vida toda”, contou a mãe.

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Superação e desenvolvimento
Hoje, com pouco mais de dois anos, Liam faz terapias ocupacional, fonoaudiológica, aquática e musical, e tem apresentado avanços significativos.
“Ele está andando – quase correndo às vezes – e já diz algumas palavras, como ‘mamãe’ e ‘papai’. Ouvir a voz dele é a melhor coisa do mundo”, disse Hannah.
O menino também superou o uso da sonda de alimentação e agora se alimenta normalmente pela boca.
“Ele demorou mais que outras crianças para andar, mas conseguiu. Celebramos cada vitória dele”, afirmou.
“Imperfeitamente perfeito”
Hannah admite que nunca imaginou criar uma criança com necessidades especiais, mas se diz grata pela jornada.
“Ver seu filho entubado e passar por tantas cirurgias é traumático, mas ele é resiliente, forte e corajoso. Tudo isso faz dele quem ele é”, declarou. “Ele é imperfeitamente perfeito em todos os sentidos. Esta vida é muito diferente do que eu imaginei, mas é mais linda e gratificante do que pensei ser possível. Liam faz tudo no tempo dele e à sua maneira. Ele é realmente um milagre”, completou.
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