José Alfredo de Campos, de 10 meses, um dos 11 bebês que receberam por engano soro antiofídico no lugar da vacina contra hepatite B em Canoinhas (SC), faleceu na última terça-feira. O bebê estava internado em Joinville tratando uma bronquiolite viral. A ligação direta entre o erro ocorrido em julho do ano passado e a morte ainda não foi confirmada. O hospital justificou o equívoco de dose pela semelhança entre as embalagens do Instituto Butantan.
Um dos 11 bebês que receberam, por engano, soro antiofídico no lugar da vacina contra hepatite B no Hospital Santa Cruz de Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina, faleceu na última terça-feira (02). O caso veio à tona neste final de semana.
José Alfredo de Campos, de apenas 10 meses, estava internado em Joinville (SC) com bronquiolite viral. A causa do óbito não foi divulgada e, até o momento, não há confirmação de ligação direta com o erro ocorrido quase um ano atrás.

(Foto: Reprodução)
Relembre o caso
Na época do incidente, ocorrido em julho do ano passado, 11 recém-nascidos receberam 0,5 ml de soro de cobra, quando o recomendado para pacientes vítimas de picada varia entre 30 ml e 120 ml, conforme o quadro clínico.
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O hospital e o Instituto Butantan, fabricante do soro, informaram que a dose aplicada teria baixo risco de efeitos adversos.
A mãe de José Alfredo relatou que o filho estava com imunidade baixa desde o acontecido. O erro foi identificado pela própria equipe do hospital durante a rotina de vacinação, que prontamente notificou os pais e as autoridades de saúde.
Investigações
A Vigilância Sanitária de Santa Catarina e o Conselho Regional de Medicina abriram investigações para apurar as causas do equívoco.
A direção do Hospital Santa Cruz atribuiu o erro à semelhança entre os frascos do soro antiofídico e da vacina contra hepatite B, ambos produzidos pelo Instituto Butantan.
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