Preso na Vila Militar do Rio de Janeiro, o ex-ministro e general da reserva Walter Braga Netto está acompanhando, nesta terça-feira (2), o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga ele, Jair Bolsonaro e mais sete acusados de participação em uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Preso na Vila Militar do Rio de Janeiro, o ex-ministro e general da reserva Walter Braga Netto está acompanhando, nesta terça-feira (2), o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga ele, Jair Bolsonaro e mais sete acusados de participação em uma suposta tentativa de golpe de Estado.
O Exército disponibilizou a Braga Netto uma TV com a transmissão do julgamento pela TV Justiça, permitindo que ele acompanhe os desdobramentos enquanto cumpre prisão preventiva.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Braga Netto atuou como articulador político da trama golpista, fazendo a ponte entre militares, empresários e lideranças bolsonaristas. A investigação aponta que ele esteve envolvido no chamado plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outras autoridades, como o ministro Alexandre de Moraes.
Entenda o caso
A ação penal contra o Walter Braga Netto, Jair Bolsonaro e mais sete acusados de participação em uma suposta tentativa de golpe de Estado, ocorrida em 2022. O julgamento definirá se os réus serão condenados ou absolvidos.
Todos os réus respondem no Supremo pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição.
