O Ministério da Saúde confirmou o registro de sete casos de hantavírus no Brasil em 2026, sendo os dois mais recentes no Paraná (Pérola d’Oeste e Ponta Grossa). Apesar do alerta gerado por um surto em um cruzeiro internacional, as autoridades reforçam que as cepas brasileiras não apresentam transmissão entre humanos e o risco de pandemia é baixo.
O sinal de alerta foi acionado após alguns casos de hantavírus serem registrados no Brasil. Apesar de não terem ligação com o genótipo Andes, variante associada ao surto recente em um cruzeiro que está navegando no Oceano Pacífico e já contabilizou cinco mortes, a população fica assustada.
Ao todo, de acordo com números divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Ministério da Saúde do Governo Federal, sete casos de hantavírus foram registrados no Brasil ao longo de 2026.

Foto: Reprodução/ Redes sociais.
Casos no Paraná
Os dois últimos casos, inclusive, foram confirmados nesta sexta-feira pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa). As duas pessoas são moradoras dos municípios de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa.
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Outros 11 casos seguem em investigação no estado, enquanto 21 foram descartados após testes laboratoriais. De qualquer forma, de acordo com o Ministério da Saúde, o risco de contaminação global ao ponto de se tornar uma pandemia é baixo.
Ao todo, cinco genótipos de Orthohantavirus foram identificados no Brasil, mas vale ressaltar que em nenhum dos casos registrados em humanos no país houve transmissão entre pessoas.
O que é o hantavírus e como ocorre a transmissão
O hantavírus é uma doença transmitida principalmente por roedores silvestres infectados. A contaminação acontece, na maioria dos casos, quando pessoas inalam partículas presentes na urina, saliva ou fezes desses animais.
Segundo a OMS, a variante identificada no cruzeiro é o chamado vírus dos Andes, encontrado principalmente em países da América do Sul. Diferente de outros tipos de hantavírus, essa cepa possui registros raros de transmissão entre humanos em situações de contato próximo e prolongado.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, fadiga, náusea e dificuldade respiratória. Em casos graves, a doença pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), condição que compromete pulmões e coração.
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