O senador Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil precisa intensificar o combate ao crime organizado após os Estados Unidos classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo ele, a medida pode enfraquecer financeiramente as facções e dificultar suas operações.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o Brasil precisa “fazer o dever de casa” após os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A declaração foi dada nesta terça-feira (2), durante entrevista à rádio Itatiaia.

Flávio Bolsonaro
Segundo o parlamentar, a medida adotada pelo governo norte-americano pode atingir diretamente a estrutura financeira das facções criminosas e dificultar a movimentação de recursos ligados às organizações.
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“Isso asfixiaria as organizações financeiras” dos grupos criminosos, declarou o senador ao comentar a decisão anunciada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Classificação anunciada pelos EUA
Na última quinta-feira (28), o governo dos Estados Unidos incluiu o PCC e o Comando Vermelho na lista de “Terroristas Globais Especialmente Designados”. A medida amplia as possibilidades de sanções financeiras e de bloqueio de bens e recursos relacionados aos grupos.
A classificação permite que autoridades norte-americanas adotem mecanismos mais rígidos de combate às atividades financeiras ligadas às facções, além de restringir operações que possam beneficiar integrantes ou colaboradores das organizações.
Combate ao crime organizado
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro defendeu que o Brasil adote medidas mais efetivas para enfrentar o avanço do crime organizado. Para o senador, o enfraquecimento financeiro das facções é uma das principais formas de combater a atuação desses grupos.
A decisão dos Estados Unidos ocorre em meio ao aumento da cooperação internacional no enfrentamento de organizações criminosas transnacionais e ao monitoramento de atividades ligadas ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes.
Impactos da medida
Especialistas avaliam que a classificação pode ampliar a pressão internacional sobre integrantes das facções e dificultar operações financeiras realizadas fora do Brasil. Além disso, a medida pode estimular novas ações de cooperação entre autoridades brasileiras e estrangeiras no combate ao crime organizado.
Até o momento, o governo brasileiro não anunciou mudanças específicas em sua política de enfrentamento ao PCC e ao Comando Vermelho em decorrência da decisão norte-americana.
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