A morte da cantora Preta Gil, completou um ano na última segunda-feira (20) e voltou a emocionar o público após a divulgação do documentário que retrata seus últimos meses de vida e a luta contra o câncer.

Preta Gil manhã || Imagem-Reprodução: Casa Vogue
Preta Gil manhã || Imagem-Reprodução: Casa Vogue

A morte da cantora Preta Gil, completou um ano na última segunda-feira (20) e voltou a emocionar o público após a divulgação do documentário que retrata seus últimos meses de vida e a luta contra o câncer.

Preta Gil (Foto: reprodução)

A artista foi diagnosticada, em 2023, com um adenocarcinoma, o tipo mais comum de câncer colorretal. Depois de passar por cirurgias, sessões de quimioterapia e radioterapia, chegou a entrar em remissão. No entanto, a doença voltou em 2024, já com metástases, e evoluiu até provocar sua morte, em julho de 2025.

Durante entrevista ao programa de Ana Maria Braga, Preta revelou que apresentava alguns sintomas antes do diagnóstico, mas não imaginava que poderiam estar relacionados ao câncer.

Os sintomas que Preta Gil sentiu antes do diagnóstico

A cantora contou que enfrentava:

  • Prisão de ventre intensa, chegando a ficar cerca de 10 dias sem evacuar;
  • Fezes achatadas;
  • Presença de sangue nas fezes;
  • Muco nas fezes;
  • Picos de pressão alta;
  • Dores de cabeça frequentes.

O relato chamou atenção porque muitos desses sinais podem ser confundidos com problemas intestinais comuns e, por isso, acabam sendo ignorados por muitos pacientes.

Preta Gil foi a grande homenageada da 9ª edição do WME Awards, premiação promovida pela Billboard Brasil que reconhece mulheres de destaque na música, em cerimônia realizada em São Paulo. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Quais são os principais sintomas do câncer de intestino?

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os sintomas do câncer colorretal são inespecíficos, ou seja, também podem estar presentes em outras doenças benignas. Ainda assim, qualquer alteração persistente deve ser avaliada por um médico.

Os principais sinais de alerta incluem:

  • Sangue nas fezes;
  • Alteração persistente do hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre);
  • Mudança no formato das fezes;
  • Dor ou cólicas abdominais frequentes;
  • Sensação constante de desconforto abdominal;
  • Anemia por deficiência de ferro;
  • Fraqueza e cansaço excessivos;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Presença de massa abdominal.

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Fatores que aumentam o risco da doença

Segundo o Inca, alguns fatores estão diretamente relacionados ao aumento do risco de desenvolver câncer de intestino:

  • Sedentarismo;
  • Excesso de gordura corporal;
  • Alimentação pobre em frutas, verduras, legumes e fibras;
  • Consumo frequente de carnes processadas;
  • Excesso de carne vermelha;
  • Idade igual ou superior a 50 anos.

Apesar disso, especialistas alertam que os casos entre pessoas mais jovens têm aumentado nos últimos anos, tornando ainda mais importante a atenção aos sintomas.

Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura

O diagnóstico precoce é um dos principais aliados no combate ao câncer colorretal. Quanto mais cedo a doença é descoberta, maiores são as chances de sucesso no tratamento.

O exame considerado padrão para o diagnóstico é a colonoscopia, que permite visualizar todo o intestino grosso, identificar pólipos, tumores e outras alterações, além de possibilitar a realização de biópsias durante o próprio procedimento.

A Sociedade Brasileira de Coloproctologia recomenda que pessoas sem fatores de risco iniciem o rastreamento do câncer colorretal a partir dos 45 anos. Já quem possui histórico familiar da doença deve começar os exames cerca de 10 anos antes da idade em que o parente recebeu o diagnóstico.

Especialistas reforçam que sintomas persistentes nunca devem ser ignorados e que a avaliação médica é essencial para um diagnóstico preciso e para aumentar as chances de tratamento bem-sucedido.

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