Carlos Bolsonaro publicou uma imagem do pai, Jair Bolsonaro, internado após cirurgia em Brasília, e atualizou o estado de saúde do ex-presidente. Segundo ele, a equipe médica acompanha o pós-operatório e avalia novos procedimentos. O filho também criticou o esquema de segurança adotado durante a internação, classificando-o como excessivo.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro publicou, na tarde desta quinta-feira, uma foto de Jair Bolsonaro no hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-presidente se recupera de uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. Na postagem, Carlos afirmou que o quadro clínico segue sob monitoramento e que a equipe médica avalia os próximos passos do tratamento.

Segundo Carlos, os médicos acompanham atentamente o período pós-operatório e analisam a necessidade de novos procedimentos.

“Os médicos seguem acompanhando o quadro pós-operatório, avaliando inclusive a necessidade de novo procedimento em razão dos soluços persistentes”, escreveu o ex-vereador, ao comentar a evolução clínica do pai.

Além da atualização médica, Carlos Bolsonaro usou a publicação para criticar o esquema de segurança adotado durante a internação. Jair Bolsonaro cumpre pena desde novembro na Superintendência da Polícia Federal, e a hospitalização ocorre sob escolta. Para o filho, a estrutura mobilizada extrapola qualquer razoabilidade.

Bolsonaro no hospital. Foto: Reprodução

“O número de policiais mobilizados para acompanhar o procedimento e toda a movimentação ultrapassa qualquer limite que qualquer ser humano consideraria razoável. É algo absolutamente inacreditável e constrangedor”, afirmou Carlos, reforçando o tom de insatisfação com a condução da operação.

A equipe médica informou em coletiva que a cirurgia transcorreu sem intercorrências e durou cerca de três horas e meia. O cirurgião Cláudio Birolini afirmou que Bolsonaro já está acordado, no quarto, e que o período estimado de internação varia entre cinco e sete dias, com acompanhamento diário da recuperação.

O cardiologista Brasil Ramos Caiado explicou que não foi realizado, até o momento, nenhum procedimento específico para conter os soluços persistentes, mas que essa possibilidade segue em avaliação.

“Optamos por observar nesses próximos dias para verificar a necessidade desse procedimento”, disse o médico, destacando a cautela da equipe.

Internado desde a quarta-feira para exames e preparo pré-operatório, Jair Bolsonaro teve a cirurgia autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após perícia da Polícia Federal. O pós-operatório inclui controle rigoroso da dor, fisioterapia e monitoramento contínuo para evitar complicações.

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