A Justiça dos EUA divulgou uma suposta carta de suicídio atribuída a Jeffrey Epstein, mantida sob sigilo por sete anos. O documento foi revelado após pedido do New York Times e contém frases em tom de despedida e negação das acusações. A autenticidade do bilhete, encontrado por um ex-companheiro de cela, ainda não foi confirmada oficialmente.

Reprodução / New York State Sex Offender Registry
Reprodução / New York State Sex Offender Registry

A Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (6) uma suposta carta de suicídio atribuída ao financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e encontrado morto em uma prisão de Nova York, em 2019. O documento estava sob sigilo havia sete anos e veio a público após um pedido judicial feito pelo jornal norte-americano The New York Times.

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A autenticidade da carta, no entanto, ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades americanas. O texto contém frases em tom de desabafo e negação das acusações contra Epstein.

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“Eles me investigaram por meses — NÃO ENCONTRARAM NADA!!! Então o resultado foi uma acusação de 16 anos atrás”, diz um trecho do bilhete divulgado.

A nota ainda afirma:

“É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus. O que você quer que eu faça — cair no choro!! NÃO É LEGAL — NÃO VALE A PENA!!”

Bilhete teria sido encontrado escondido em livro

Segundo informações divulgadas pelo The New York Times, a carta teria sido encontrada por Nicholas Tartaglione, ex-companheiro de cela de Epstein, em julho de 2019.

De acordo com Tartaglione, o bilhete estava escondido dentro de um livro de histórias em quadrinhos e escrito em um pedaço de papel amarelo arrancado de um bloco de notas.

Epstein foi encontrado inconsciente na cela naquele período, com um pedaço de pano enrolado no pescoço, mas sobreviveu. Semanas depois, acabou encontrado morto na prisão.

Em entrevistas ao jornal norte-americano, Tartaglione afirmou que decidiu guardar a carta por receio de futuras acusações relacionadas ao episódio.

Investigação e dúvidas sobre autenticidade

Os advogados de Tartaglione chegaram a contratar especialistas em caligrafia para tentar comprovar que o documento teria sido escrito por Epstein. Apesar disso, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos nunca confirmou oficialmente a autenticidade do bilhete.

A carta também não foi incluída nos relatórios oficiais produzidos sobre a morte do financista, incluindo uma investigação concluída em 2023 pelo Gabinete do Inspetor-Geral do Departamento de Justiça.

Antes de morrer, Epstein chegou a afirmar às autoridades penitenciárias que não tinha tendências suicidas. Ele também acusou Tartaglione de agressão dentro da prisão, segundo registros federais.

Caso Epstein continua cercado de polêmicas

A morte de Jeffrey Epstein segue cercada de questionamentos e teorias desde 2019. O financista era acusado de comandar um esquema internacional de exploração sexual de menores e mantinha relações com empresários, políticos e celebridades.

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