A Justiça de Roraima manteve a prisão preventiva do casal suspeito de matar a filha de menos de dois meses de idade.

Reprodução
Reprodução

A Justiça de Roraima manteve a prisão preventiva de Renata Ferreira dos Santos (26), e Halisson Conceição dos Santos (36), suspeitos de matar a filha Melinda Sofia Conceição dos Santos, de menos de dois meses. A decisão foi tomada nessa terça-feira (14) durante audiência de custódia, e levou em conta o teor de mensagens enviadas pela mãe ao companheiro, nas quais ela ameaçava matar a bebê.

Em um dos vídeos compartilhados após a morte da bebê, a mãe aparece alterada segurando a criança nos braços enquanto discute com uma outra pessoa. Durante a discussão, Renata afirma ser “doida mesmo” e ameaça a outra pessoa de processo. Veja o vídeo:

Juiz aponta risco à ordem pública

Segundo a decisão do juiz plantonista Renato Albuquerque, o crime é considerado “extremamente grave” e há “risco real e atual à ordem pública”. O magistrado ressaltou que o casal apresentou versões contraditórias sobre o que ocorreu na madrugada da morte da criança, e que há provas de que ambos ingeriram bebidas alcoólicas antes do crime.

“As versões apresentadas por ambos são contraditórias, sendo que um aponta o outro como responsável pelo resultado morte. Contudo, há mensagens nas quais Renata fala de forma expressa que irá matar a infante, sendo que Halisson não toma providências para evitar o resultado”, afirmou o juiz.

Melinda foi encontrada morta em um apartamento no bairro Jardim Equatorial, zona Oeste de Boa Vista, com hematomas pelo corpo.

Em um outro vídeo que ganhou repercussão na internet, a mãe de Melinda aparece sendo conduzida pelos policiais militares. A mulher usa um vestido vermelho e é levada por uma equipe policial até a viatura. Veja o vídeo:

Relacionamento marcado por brigas

De acordo com o delegado João Evangelista, diretor em exercício do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o relacionamento entre o casal era marcado por brigas e episódios de violência. Há indícios de que a criança vivia em situação de vulnerabilidade desde o nascimento.

Testemunhas contaram que os dois haviam sido expulsos do imóvel onde viviam há cerca de três meses devido às discussões constantes. Na noite do crime, os dois teriam discutido após ingerirem bebida alcoólica, o que pode ter sido o estopim para o homicídio.

O caso

Segundo a Polícia Militar, Renata afirmou que saiu de casa por volta das 4h para comprar absorventes e foi até uma distribuidora de bebidas, onde estava o companheiro. Ela entregou a chave do apartamento a Halisson, dizendo que era a vez dele cuidar da filha.

Duas horas depois, o homem retornou, jogou a chave em direção à mulher e mandou que ela voltasse para casa. Renata, no entanto, permaneceu no local e só voltou mais tarde, acompanhada de um amigo, quando encontrou a bebê sem vida no quarto.

O corpo de Melinda foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), que deve apontar a causa da morte. O casal foi autuado por homicídio qualificado com quatro agravantes: motivo torpe, motivo fútil, meio que dificultou a defesa da vítima e homicídio contra menor de 14 anos cometido por ascendente. O caso segue em investigação pela Polícia Civil de Roraima.

Leia também:

Vídeos curtos

Mais lidas