A mãe das crianças Ágatha Isabelle (06), e Allan Michael (04), Clarice Cardoso, revelou novos detalhes sobre o desaparecimento dos filhos em Bacabal, no Maranhão.
A mãe das crianças Ágatha Isabelle (06), e Allan Michael (04), Clarice Cardoso, revelou novos detalhes sobre o desaparecimento dos filhos em Bacabal, no Maranhão.

Clarice, mãe das crianças desaparecidas em Bacabal. Foto: Reprodução/Redes Sociais.
A declaração foi feita após conversas que ela teve com Kauã, terceira criança que desapareceu junto com os irmãos e foi encontrada dias depois do caso.
“Ele disse que um homem levou as crianças”
Segundo a mãe, Kauã contou que um homem teria levado Ágatha e Allan Michael. Ela afirmou que essa foi a única vez em que conseguiu conversar com o menino sobre o desaparecimento.
“A última vez que eu estive conversando com o Kauã, ele tinha me relatado que um homem teria levado a Isabelle e o Michael. Foi a única conversa que eu tive com ele”, afirmou.
A mulher disse ainda que percebeu medo no comportamento da criança e decidiu não insistir mais no assunto.
“Eu percebi nele que ele tem medo de falar”, declarou.
Menino teria descrito características do suspeito
De acordo com a mãe das crianças desaparecidas, Kauã não detalhou as características do suposto homem diretamente para ela, mas teria relatado as informações para a própria mãe. Segundo o depoimento, todas as informações foram repassadas aos investigadores responsáveis pelo caso.
“Pra mãe dele, ele relatou a característica desse homem e tudo foi passado pra polícia”, disse.
Ela também afirmou que, até o momento, não recebeu novos retornos das autoridades sobre o andamento dessas informações.
Mãe acredita que crianças foram levadas
Durante o relato, a mulher reforçou que não acredita na hipótese de que os filhos tenham se perdido na mata.
“Se eles tivessem se perdido, tinham encontrado no outro dia. Tinha muita gente procurando”, afirmou.
Ela destacou ainda que as crianças não tinham costume de entrar em áreas de mata e que sempre tiveram uma rotina monitorada pela família.
“O Michael e a Isabelle nunca podiam andar no mato. Sempre tive muito cuidado com meus filhos”, contou.
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Kauã é acompanhado por profissionais
A mãe afirmou que evita fazer novas perguntas ao menino porque ele recebe acompanhamento psicológico após o desaparecimento. Segundo ela, Kauã possui uma equipe responsável pelo suporte emocional e qualquer abordagem sobre o caso deveria partir dos responsáveis e profissionais que acompanham a criança.
“Ele tem psicóloga acompanhando, então eles deveriam estar tirando isso dele”, declarou.
Relembre o caso
Ágatha Isabelle e Allan Michael desapareceram no início de janeiro deste ano, em Bacabal, no Maranhão. As crianças sumiram junto com Kauã, que foi localizado dias depois.
Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Marinha realizam buscas na região, incluindo áreas de mata e trechos do Rio Mearim. As autoridades descartaram a hipótese de afogamento após percorrerem mais de 180 quilômetros do rio durante as operações. Mesmo após quatro meses de investigações, o paradeiro dos irmãos segue desconhecido e o caso continua sem solução.
A Secretaria da Segurança Pública do Maranhão se manifestou sobre as investigações acerca do caso. Leia a nota na íntegra:
“A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), por meio da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), informa que o inquérito que apura o desaparecimento das crianças no município de Bacabal segue aberto.
A Polícia Civil continua com os trabalhos investigativos, conduzidos por comissão especialmente constituída para esse fim, não sendo possível, até o momento, apontar circunstâncias, responsabilidades ou conclusões definitivas.
A SSP-MA reforça que o caso permanece como prioridade, com atuação contínua das equipes envolvidas. Todas as informações apuradas são rigorosamente checadas, e todas as medidas necessárias estão sendo adotadas para o completo esclarecimento dos fatos.
A Secretaria ressalta que as forças de segurança estão empenhadas na elucidação do caso e na localização das crianças, com a sensibilidade e a responsabilidade que a situação exige, especialmente diante do impacto para as famílias envolvidas.”
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