Mais de um mês após o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelle Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4, o caso segue cercado de mistério em Bacabal, no interior do Maranhão.
Mais de um mês após o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelle Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4, o caso segue cercado de mistério em Bacabal, no interior do Maranhão.

Crianças desaparecidas em Bacabal (Foto: Reprodução)
Enquanto as investigações continuam sem respostas concretas, novas teorias sobre o paradeiro das crianças passaram a ganhar força nas redes sociais.
Denúncia anônima cita suposto cativeiro
Segundo informações divulgadas pela página Noite Adentro News, uma denúncia anônima teria apontado que os irmãos teriam sido encontrados em um suposto cativeiro.
“As informações foram fornecidas por um agente de segurança, que pediu para que sua identidade seja preservada. Ele expressa indignação com a falta de cobertura do caso e com a recusa em divulgar informações”, afirmou o influenciador responsável pela publicação.
Ainda conforme o conteúdo divulgado, uma suposta clínica clandestina estaria envolvida em um esquema criminoso relacionado ao tráfico de órgãos.
“Uma clínica estaria envolvida na remoção de órgãos para transplante na França. Uma facção criminosa também estaria envolvida. Pessoas com influência e poder estariam ligadas ao caso”, diz a publicação.
De acordo com o influenciador, as crianças teriam sido localizadas no município de Arari, também no Maranhão.
Informação não foi confirmada
Apesar da repercussão e das denúncias divulgadas nas redes sociais, até o momento não há qualquer confirmação oficial sobre as informações.
O portal Bacci Notícias tentou contato com a mãe das crianças, Clarice Cardoso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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Em nota enviada à reportagem, a Secretária de Segurança Pública (SSP), também informou que não confirmou as alegações divulgadas na internet.
“A Polícia Civil continua com os trabalhos investigativos, conduzidos por comissão especialmente constituída para esse fim, não sendo possível, até o momento, apontar circunstâncias, responsabilidades ou conclusões definitivas.
A Secretaria ressalta que as forças de segurança estão empenhadas na elucidação do caso e na localização das crianças, com a sensibilidade e a responsabilidade que a situação exige, especialmente diante do impacto para as famílias envolvidas.”
Buscas mobilizaram forças de segurança
Desde o desaparecimento, equipes de diferentes forças de segurança atuam nas buscas pelas crianças. A operação contou, inclusive, com apoio da Marinha em varreduras realizadas em rios e áreas de mata da região.
Mesmo após semanas de trabalho, nenhuma evidência concreta sobre o paradeiro dos irmãos foi encontrada.
O comandante do Corpo de Bombeiros do Maranhão, Célio Roberto, chegou a declarar que não acredita na hipótese de que as crianças tenham se perdido na mata.
As autoridades também descartaram a possibilidade de afogamento no Rio Mearim. Segundo as equipes envolvidas na operação, mais de 180 quilômetros do rio foram percorridos durante as buscas.
Além disso, uma área específica de 19 quilômetros passou por uma varredura detalhada com apoio da Marinha.
Caso segue sem solução
O desaparecimento de Ágatha e Allan continua sendo investigado pela Polícia Civil. Enquanto isso, familiares seguem mobilizados em busca de respostas e pedem ajuda da população.
As autoridades reforçam que qualquer informação sobre o paradeiro das crianças pode ser repassada de forma anônima pelos canais oficiais da polícia.
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