Um áudio gravado logo após o sumiço de Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, revela as contradições da ex-patroa, Eliane Alves dos Santos, de 46 anos, que está sob prisão temporária. Enquanto Eliane alegava ter deixado a funcionária em um ponto de ônibus, investigações apontam que sua caminhonete seguiu em direção a Paraty (RJ). A perícia localizou vestígios compatíveis com disparos de arma de fogo no veículo da suspeita.

(Foto: Redes Sociais)
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Um áudio gravado logo após o sumiço da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, mostra o clima tenso entre a família e a patroa, Eliane Alves dos Santos, de 46 anos, em Ubatuba, no Litoral Norte paulista.

O caso, tratado como possível homicídio pela Polícia Civil, ainda não teve o corpo localizado.

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Conversa gravada revela desespero do filho

No registro de áudio, o filho de Berenice pressiona a patroa por esclarecimentos sobre os últimos momentos da mãe antes do desaparecimento. A conversa revela a preocupação da família, que não recebia notícias desde que a cozinheira deixou o estabelecimento onde trabalhava.

Durante a gravação, a patroa diz que Berenice teria ido trabalhar na Praia das Toninhas, mas que não sabia detalhes do serviço:

— Filho: “O que aconteceu? Porque minha mãe sumiu.”
— Patroa: “Ela não chegou ainda? Ela saiu daqui falando que ia para Toninhas. Ela tinha um trabalho lá.”
— Filho: “Mas, o que houve? Aconteceu alguma coisa? Vocês discutiram? Aconteceu alguma coisa mais séria? Abre o jogo. Eu queria entender, na realidade, o que aconteceu de fato, porque estamos preocupados. Acionei a polícia.”

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A patroa então respondeu que sequer sabia que Berenice tinha um filho e afirmou que poderia levá-lo até onde a doméstica havia ficado. Ela ainda afirmou que Berenice teria levado todos os seus pertences ao local.

“É muito estranho. Se ela tivesse perdido o celular ou acontecido alguma coisa, ela pediria para alguém mandar mensagem para avisar. Até agora a gente não tem sinal dela. Desde terça-feira”, responde o filho mais uma vez.

Por fim, a patroa relatou ter feito um acordo trabalhista, pago R$ 2,6 mil e deixado a cozinheira em um ponto de ônibus após a rescisão. O áudio foi registrado no início das buscas, antes do avanço das investigações que resultaram na prisão temporária da empresária. Contradições no depoimento de Eliane e imagens de câmeras de segurança levantaram suspeitas na polícia.

Contradições e perícia no veículo da empresária

Relatórios policiais apontam que, ao contrário do que relatou a investigada, a caminhonete da empresária seguiu para Paraty (RJ) após passar pela Estrada do Pasto Grande, contrariando sua versão inicial de que havia deixado Berenice em Toninhas ou Ubatumirim.

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Durante o cumprimento de mandados, policiais encontraram o veículo da empresária com marcas de reparos compatíveis com disparos de arma de fogo. Na residência da investigada, foram apreendidas três armas registradas e dois celulares. Berenice está desaparecida desde 30 de junho, sem que haja qualquer sinal de seu paradeiro até o momento.

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